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Cientistas anunciam avanços no tratamento do câncer de mama

As novas descobertas não somente ajudam a controlar a progressão da doença, como a aumentar as taxas de cura

16 jun 2025 - 16h41
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Em 1698, o cirurgião britânico John Masterson realizou a primeira remoção registrada de um tumor de mama,  uma das principais causas de morte entre mulheres em todo o mundo. Desde então, avanços nas pesquisas médicas levaram ao desenvolvimento de diversos tratamentos, elevando as taxas de cura para cerca de 60% dos casos de câncer de mama. Novas descobertas apresentadas no congresso da Sociedade Americana de Oncologia Clínica demonstram que os cientistas seguem empenhados em aumentar ainda mais esses índices.

As novas descobertas não somente ajudam a controlar a progressão do câncer de mama, como a aumentar as taxas de cura
As novas descobertas não somente ajudam a controlar a progressão do câncer de mama, como a aumentar as taxas de cura
Foto: Pexels/Klaus Nielsen / Bons Fluidos

Novos tratamentos do câncer de mama

O evento, realizado em Chicago, nos Estados Unidos, reuniu 45 mil médicos e pesquisadores para apresentar novos avanços na área oncológica. Uma pesquisa, no entanto, ganhou maior destaque. Intitulado de 'SERENA-6', o ensaio clínico propôs que mulheres com câncer de mama metastático do tipo ER+ e HER2 negativo realizassem, com frequência, a biópsia líquida.

Os cientistas acreditavam que, com o exame de sangue periódico, seria possível identificar previamente se a doença estava avançando mesmo com os tratamentos. Assim, as pacientes poderiam trocar os medicamentos utilizados por outros com maior eficácia. A hipótese, por fim, se comprovou. Isso porque, aquelas que mudaram a terapia, evitaram a progressão do câncer por 16 meses. Em contraposição, as que mantiveram a abordagem antiga, conseguiram controlá-lo por apenas nove.

"O interessante desse trabalho é que, em vez de esperarem a evolução clínica da doença (que se manifestaria por sintomas ou exames radiológicos alterados), eles acompanharam as pessoas seguindo o tratamento tradicional e dosaram no sangue, a cada dois a três meses, a presença da mutação do gene ESR1", explicou o oncologista Rafael Kaliks, à 'Agência Einstein'. 

Quimioterapia e droga oral

Ainda pensando em desenvolver tratamento especializados, os profissionais focaram nos casos de câncer de mama HER2 positivo metastático, estágio mais agressivo da enfermidade. O objetivo era encontrar uma forma de direcionar a quimioterapia para as células doentes em vez de espalhá-la pelo corpo. Assim, eles decidiram combinar o composto trastuzumabe deruxtecano, que direciona o fármaco até o tumor, com o anticorpo anti-Her2, conhecido como pertuzumabe.

Como resultado, em comparação com a terapia habitual, o risco de avanço do câncer e morte caiu 44%. Ademais, o método conteve a doença por mais de três anos. "A preocupação que ainda temos é sobre a tolerância dos pacientes a um período tão prolongado de uso dessa medicação, que não deixa de ter toxicidades significativas", ressaltou.

Para além dos procedimentos tradicionais, cientistas testaram a vepdegestrant, uma nova droga oral que ataca o gene ESR1 dentro da célula, conseguindo controlar a enfermidade por cinco meses. Por outro lado, no caso do tratamento padrão, que bloqueia o receptor de estrogênio, o período pode chegar somente a dois meses.

Os tratamentos se relevam como grandes aliados no combate ao câncer de mama. No entanto, segundo os especialistas, ainda são necessárias etapas regulatórias, análises de precificação e negociações entre os órgãos responsáveis para disponibilizá-los nos sistemas de saúde. Para Kaliks, contudo, mesmo que as pesquisas demorem para sair do âmbito clínico, elas serão muito influentes para a redução dos índices de mortalidade.

"O câncer de mama, que já é uma doença altamente curável, vai passar a ser ainda mais. Estamos começando a acreditar que, para alguns pacientes com doença metastática, até hoje considerada sem solução, a cura pode se tornar uma possibilidade real num futuro não tão distante", concluiu.

Bons Fluidos
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