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Celular e IA nas escolas: Especialistas alertam para os perigos na educação

O uso exagerado do celular e outras tecnologias nas escolas vem preocupando educadores. Entenda os riscos para o aprendizado e como impor limites saudáveis aos jovens.

18 mar 2026 - 18h09
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O toque de notificações parece inofensivo. Mas ele muda a rotina escolar.

Foto: Reprodução/Shutterstock / Alto Astral

Hoje, o celular na sala de aula virou um dos maiores desafios do professor.

E o impacto já aparece no aprendizado e no comportamento.

A pedagoga Maria Malerba é direta nesse debate.

Ela defende restrições severas ao aparelho na escola.

Celular na sala de aula: por que virou um problema tão grande

O que era pesquisa virou distração.

E a sala perde o ritmo.

O celular na sala de aula oferece estímulos sem pausa.

Um segundo basta para o aluno "sumir" no feed.

Segundo Maria Malerba, até ações simples atrapalham.

Como fotografar slides ou "só pesquisar rapidinho".

O custo invisível da "facilidade" com IA e buscas prontas

Ferramentas como Google e ChatGPT ajudam.

Mas também criam uma sensação de atalho.

Maria Malerba alerta para a "lei do menor esforço".

O aluno se esforça menos para compreender.

Quando o estudante só copia e cola, ele pratica pouco.

Ele escreve menos.

Ele sintetiza menos.

E isso enfraquece o aprendizado de verdade.

Porque aprender exige esforço mental.

Por que o celular vicia tanto adolescentes

O aparelho vira válvula de escape.

Ele preenche qualquer tédio.

O celular na sala de aula "compete" com o professor.

E compete com dopamina instantânea.

Maria Malerba diz que a disputa é desigual.

O professor precisa de energia quase teatral.

No recreio, o efeito continua.

Muitos ficam isolados, cada um na sua tela.

Consequências emocionais e sociais do uso sem limites

O excesso de tela reduz convivência real.

E isso enfraquece habilidades sociais.

A pedagoga observa menos concentração hoje.

E mais dificuldade de autorregulação emocional.

Até universitários jovens sofrem, segundo ela.

O cérebro ainda está em fase de desenvolvimento.

O que a lei mudou sobre celular na sala de aula

Em 13 de janeiro de 2025, foi sancionada a Lei nº 15.100/2025.

Ela restringe o uso de aparelhos eletrônicos portáteis pessoais.

O MEC reforçou que a restrição está valendo.

E que redes e escolas definem estratégias de implementação.

Isso fortalece a regra na prática.

E dá respaldo para a escola agir com clareza.

IA na educação: o novo alerta no radar do MEC e do CNE

Além do celular na sala de aula, a IA entrou no centro do debate.

E o CNE discute regras para todo o país.

Dados da pesquisa TIC Educação indicam um salto importante.

7 em cada 10 alunos do ensino médio já usam IA generativa em pesquisas.

E apenas 32% receberam orientação na escola.

O MEC também publicou um Referencial de IA na Educação.

O documento traz diretrizes e recomendações práticas.

A preocupação é simples: sem regra, cresce o plágio.

E cresce a desinformação.

O que as novas diretrizes tendem a reforçar

O foco é supervisão humana.

IA não pode substituir mediação pedagógica.

Outra linha citada no debate é clara.

Sem professor, não há avaliação justa.

Tecnologia deve apoiar.

Não deve virar muleta.

Celular na sala de aula: sinais no desempenho acadêmico

O efeito aparece no dia a dia.

O aluno lê menos textos longos.

E troca profundidade por velocidade.

A atenção sustentada cai.

E a ansiedade por estímulos cresce.

O prejuízo não é "lá na frente".

Ele já acontece agora, no boletim e nas tarefas.

Dicas práticas para mães e pais: como ajudar em casa

Você não precisa só proibir. Só precisa criar rotina e exemplo.

Faça isso por 7 dias e observe a mudança!

  1. Defina horários sem telas nas refeições.

  2. Tire o celular do quarto antes de dormir.

  3. Incentive livro físico por 15 minutos diários.

  4. Combine regras com a escola e cumpra.

  5. Proponha atividades ao ar livre sem aparelho.

Essas ações reduzem atrito e aumentam foco.

E protegem o aprendizado fora da escola também.

Sinais de alerta

  • Irritabilidade quando fica sem celular.

  • Dificuldade de estudar 20 minutos seguidos.

  • Queda brusca no rendimento escolar.

  • Preferência por mensagens em vez de conversa.

  • Uso de IA para copiar trabalhos sem ler.

Se você viu vários sinais, aja cedo.

Conversa e rotina funcionam melhor que punição tardia.

Limites claros salvam o aprendizado

O celular na sala de aula não é só "incômodo".

Ele muda foco, memória e convivência.

A lei avançou.

O debate sobre IA também avançou.

Agora, a família e a escola precisam fazer a parte prática.

Com regras simples, consistentes e humanas.

Se este conteúdo ajudou, continue visitando o site.

Aqui você encontra guias diretos para educação e tecnologia.

Alto Astral
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