Reforme o piso de casa sem sujeira e cheiro ruim
Quando alguém fala em reforma de piso de madeira, uma imagem e um cheiro vêm à mente. A visão é de pó cobrindo tudo, sujando móveis. Já o odor é forte, incômodo e persistente. O chão restaurado seria o prêmio para esses sacrifícios. Mas o mercado de recuperação de assoalhos de madeira tem novas técnicas e produtos que tornam o serviço menos agressivo para o cliente.
Como explica Ézio Giacomini, da GG Limpadora e Aplicadora, "o restauro do piso demanda raspagem, polimento e aplicação de resina". O produto mais usado durante anos foi o Synteko, de fabricação brasileira, e que exala um forte cheiro, por ter ureia e formol na sua base. A química é tão agressiva que os moradores não podem ficar no apartamento durante o serviço. Além disso, a secagem após a aplicação pode demorar até dois dias, e só depois as pessoas podem retornar. Os produtos à base de água mudaram esse cenário.
Os mais populares são importados de países como Suécia e Alemanha, mas já existem alguns nacionais, inclusive da Synteko. Por causa de sua composição, não deixam cheiro nem durante e nem depois da aplicação, e podem ser usados com os moradores dentro do apartamento, bastando tirar os móveis do cômodo a ser tratado. O tempo de aplicação é o mesmo em relação ao produto à base de ureia e formol, mas o período de secagem é muito menor. Segundo Álvaro Pontes, da Portal Aplicadora, em três horas o piso já está pronto. O pó gerado durante a raspagem do assoalho também foi drasticamente diminuído, pois como lembra Giacomini, os equipamentos modernos aspiram a sujeira enquanto fazem o serviço, eliminando até 90% da poeira.
Pontes explica também que as aplicações com produtos à base de água podem sofrer reparos pontuais, enquanto naquelas à base de ureia e formol "é preciso raspar tudo, pois não tem como dar retoques". Além disso, as novas resinas dão efeitos diferentes, podendo deixar o piso mais fosco ou com mais brilho, de acordo com o gosto do cliente, e mantém a textura natural da madeira, ao contrário dos produtos antigos, que "formam uma espécie de acrílico no material, deixando-o lisinho", como diz Pontes.
O Synteco tradicional, no entanto, continua a ter seu mercado. Giacomini afirma que ele, por exemplo, costuma ser usado por proprietários de apartamentos vazios para alugar, pois não há problema com o cheiro. A resina à base de ureia e formol também custa menos do que aquelas com água, e seu uso representa economia. Por fim, o produto antigo tem maior resistência e, segundo Pontes, ainda é muito aplicado em ambientes públicos, de grande circulação.
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Especial para o Terra