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Evento no RJ ensina a evitar acidentes domésticos

Com casa inflável, iniciativa Casa Segura evidencia situações de risco dentro de casa

22 jul 2014 17h31
| atualizado às 17h32
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Foto: Getty Images

Uma casa inflável, com cômodos de tamanhos reais e mobiliário temático, foi montada nesta terça-feira (22) na Cinelândia, região central do Rio de Janeiro, para ensinar o público a prevenir acidentes domésticos. A iniciativa é do Projeto Sesi Casa Segura, cujo objetivo é orientar sobre riscos de acidentes dentro de casa que, às vezes, passam despercebidos. A Casa Segura fica na Cinelândia até quarta-feira (23), das 8h às 17h, e, na semana que antecede o Dia Nacional de Prevenção de Acidente de Trabalho, mostra quais são os cuidados necessários com instalações elétricas e hidráulicas, gás, descarte de lixo, meio ambiente e como usar corretamente os eletrodoméstico.

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Dados do Ministério da Saúde e do Sistema único de Saúde (SUS) mostram que acidentes domésticos são a segunda maior causa de atendimentos nas emergências hospitalares, perdendo apenas para acidentes de trânsito. Nos centros de Assistência Integral à Saúde. esse tipo de acidente é responsável por 20% dos atendimentos. Segundo o gerente operacional de Segurança do Trabalho do Sesi, Ângelo Rosestolato, o obetivo do Projeto Casa Sergura é conscientizar as pessoas de que, dentro das residências, existe tanto risco de acidente quanto nas indústrias.

"Tentamos convencer as pessoas de que elas precisam reconhecer os riscos que existem dentro de casa. O objetivo é identificar os riscos e minimizar os acidentes domésticos", disse Rosestolato, que citou o risco de quedas no banheiro e de ingestão de objetos como moeda e as possibilidades de acidentes com crianças. "O importante é que as pessoas tomem consciência do que aprenderam aqui e, ao chegar em casa, identifiquem os problemas para tratar da segurança no lar. A grande lição que queremos deixar é que as pessoas identifiquem os riscos para minimizá-los", explicou.

Além do risco de queda, Rosestolato aponta a possibilidade de problemas com o uso inadequado de eletrodomésticoss. Ele alerta que o uso desses equipamentos interligados pode sobrecarregar a tomada e, com isso, ocasionar um incêndio. Há também risco de problemas com crianças, como quando há produtos químicos expostos na casa, em locais de fácil acesso. Outro risco é representado por janelas sem proteção, pois a criança pode acabar subindo e caindo. O circuito da Casa Segura é vivenciado pelos visitantes e técnicos de segurança do trabalho, que mostram os riscos em cada cômodo. As pessoas passam pela sala, pelo banheiro, quarto, pela cozinha e área de lazer. O técnico identifica os riscos de cada cômodo e ensina os visitantes como evitar acidentes.

Foto: Getty Images

Uma das técnicas de segurança do trabalho do Sesi, Poliana Vieira, de 26 anos, lembrou a necessidade de atenção com crianças em piscinas e baldes com água e explicou que, nesta iniciativa, as pessoas são guiadas por uma casa inflável onde podem ser identificados riscos comuns de acidentes, que, às vezes, as pessoas veem, mas não enxergam. "É preciso ver a casa com um olhar crítico, para identificar os riscos. Um caso muito comum em casa é acriança se afogar tanto em piscinas quanto em baldes com água. Nesses casos, é preciso ficar alerta durante o banho e nas brincadeiras. Quando a criança é retirada da piscina, a água deve ser jogada fora e a piscina ficar em um lugar afastado. Isso serve também para o balde também, para evitar que a criança debruce nele ou entre na piscina e se afogue", disse Poliana.

O gastrônomo Raphael Pinho, de 21 anos, que passava pela Cinelândia, resolveu dar uma olhada no projeto do Sesi e gostou das dicas de segurança. "Achei [a iniciativa] muito legal porque dá a quem não sabe como prevenir acidentes dentro de casa a oportunidade de aprender um pouco aqui." Pinho disse que há muitas coisas nas quais se acaba tropeçando e causando acidentes mais sérios dentro de casa e que, na Casa Segura, existem orientações para evitar problemas. É muito importante passar para as pessoas essa questão de ter cuidado, de ter segurança dentro de casa", acrescentou.

Ao visitar a Casa Segura, a dona de casa Edelzuita Marciano, de 43 anos, descobriu que usava a panela de pressão de maneira errada. "Eu achei interessante. Algumas coisas eu já sabia, mas fiquei surpresa com as orientações sobre o uso da panela de pressão. Sempre que cozinho feijão, ponho a panela em baixo da água para tirar a pressão mais rápido – eu não sabia que, com isso, a panela podia explodir. Para mim, era mais seguro, mas agora eu já sei que não pode", disse.

Agência Brasil Agência Brasil
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