Todo mundo gosta de flores na decoração. Mas as orquídeas parecem ser um caso à parte: despertam paixões intensas, a ponto de haver inúmeros grupos, associações e sociedades de especialistas ou leigos dedicados ao amor pela planta
A flor é tão adorada em razão de sua aparência peculiar, avalia a engenheira agrônoma Angela Rossi, do Shopping Garden, em São Paulo. São flores cheia de detalhes, parecem pintadas e esculpidas à mão. A Bulbophyllum rothschildianum é um exemplo da excentricidade. Informações: (11) 5591-5555
Os gêneros mais comuns são Cattleya, Cymbidium, Dendobrium, Oncidium, Oncidium sharry baby, Lelia Phalaenopsis e Vanda
As orquídeas são classificadas em espécies e híbridos. As espécies são aquelas que podem ser encontradas na natureza e que deram origem a todas as outras do outro grupo, ou seja, as híbridas. Existem alguns híbridos também na natureza, mas é algo raro, explica Marcos Campacci, orquidófilo e curador da 8ª edição da Mostra de Orquídeas e Bromélias, do Shopping Garden
Um exemplo de espécie: a Cycnoches herrenhusanum, originária da América do Sul
Outra espécie (um clássico): a Cattleya labiata
Orquídea do gênero Laeliocattleya, híbrido resultante do cruzamento entre os gêneros Laelia e Cattleya
Espécie híbrida do gênero Vanda
O gênero Phalaenopsis é o que melhor se adapta a vasos dentro de casa, mas é preciso que seja colocada em local bem iluminado
Por exemplo, próximas a janelas
As do gênero Zygopetalum têm animal print natural
As orquídeas do gênero Cymbidium têm cores parecidas com as de folhas
A espécie Sherry baby Oncidium é bastante popular por conta do perfume que exala, muito semelhante ao aroma do chocolate
Aliás, há orquídeas usadas para alimentação, como a vagem da orquídea do gênero Vanilla, que origina o sabor e aroma da baunilha, usada em doces, caldas, bolos e sorvetes
A flor também pode ser dividida de acordo com o modo como cresce. As epífitas (maioria das espécies) vivem fixadas em troncos ou outras estruturas, como paredes. As terrestres vivem como plantas da terra. As rupículas se fixam em pedras
Além de árvores e troncos, as orquídeas também podem se apoiar em arbustos
Apesar de ficarem no topo das árvores, as orquídeas não são parasitas, são plantas epífitas, o que quer dizer que realizam fotossíntese a partir dos nutrientes absorvidos pela chuva ou orvalho
Segundo a paisagista Marizeth Estrela, a orquídea exige uma luz filtrada. Por isso, é melhor colocá-las próximas a uma janela e não numa floreira em que o sol incida diretamente. Informações: marizethestrela@yahoo.com.br
Em vasos, a paisagista recomenda o uso de fibra de coco, musgo do tipo esfagno, casca de pinus miúda, pedaços e pó de carvão, areia de rio grossa e folhas decompostas enfim, uma estrutura porosa, que permita a absorção da água
Para quem tem bastante espaço e gosta de orquídeas, compensa construir um orquidário. Em geral, a planta precisa de muita luz, mas sem incidência direta, água uma vez por semana e adubação apropriada
A frequência da rega depende do poder de absorção do substrato. Se ele guarda água, o recomendável é regar uma vez por semana; se é bem drenado, a rega deve ser diária. A melhor maneira de saber é perguntando ao vendedor, segundo Marizeth
Se a planta estiver saudável, dificilmente terá pragas. Mesmo assim, pode sofrer com fungos ou bactérias se for encharcada por regas excessivas ou chuvas prolongadas
A orquídea exige ventilação, mas não pode ser exposta a correntes de ar, já que se trata de uma flor sensível
A falta de iluminação pode desencadear o aparecimento de pulgões e cochonilhas. Para eliminá-los, basta lavar a planta com água e sabão de coco e com o auxílio de uma escova de dentes macia