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Casa-iglu é feita em 6 semanas com R$ 18 mil

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Foi em uma visita a um amigo na Tailândia que o ex-comissário de bordo e fotógrafo Steve Areen decidiu construir uma casa fora do comum. “Não queria desenhar uma casa pensando fora da caixa... Eu quis aniquilar a caixa”, brinca.

A residência foi construída em 2011 em uma fazenda de amigos, produtora de manga, no nordeste tailandês. Foi chamada de Dome Home (Casa Cúpula). Com a ajuda de dois trabalhadores, o gasto na construção da estrutura foi de US$ 6 mil – pouco mais de R$ 12 mil. A parte estrutural ficou pronta em seis semanas. O acabamento foi realizado nos meses seguintes e consumiu menos de US$ 3 mil, incluindo esquadrias, prateleiras, portas, móveis e a aplicação de pedras no banheiro, no lago e no acesso ao telhado.

Ao todo, são três grandes “bolas”. Em uma fica o quarto, na outra, a parte social (com sala de estar e cozinha) e na última, o quarto. O encanamento e a eletricidade funcionam normalmente. O projeto valoriza a ventilação cruzada (com grandes janelas em posições opostas) e a iluminação natural, com claraboias em duas das três cúpulas. No quarto, a claraboia deu lugar a um gazebo de aço e palha, que proporciona sombra para o telhado e permite que a temperatura do dormitório seja mais amena. Para aliviar ainda mais as altas do termômetro, Areen plantou alguns pés de bambu no entorno da residência. “Logo, o bambu vai alcançar a altura da casa, proporcionando uma sombra maravilhosa.”

Segundo o fotógrafo, realizar a construção com um orçamento apertado foi possível graças ao baixo custo do material e às leis mais frouxas da Tailândia. O próximo desafio é repetir a proeza nos Estados Unidos, sua terra natal. No país asiático, um caminhão de areia, por exemplo, sai por US$ 10 (R$ 20). “E eles ainda espalham a areia para você”, informa, espantado.

Outra solução foi usar materiais produzidos localmente. A porta de entrada, por exemplo, foi feita de mogno reaproveitado; os degraus que levam ao gazebo do telhado, com madeira de um antigo templo. A pia do banheiro foi criada a partir de um grande vaso de cerâmica com um cano de bambu fazendo as vezes de torneira. Nos lustres da cozinha usaram-se estruturas feitas de cestas de casca de coco – isso dá uma cara peculiar ao local, porque cada uma tem um formato e a luz “vaza” pelos buracos da peça. Para completar, o fotógrafo confeccionou até mesmo o próprio colchão, “recheado” com algodão plantado na região.

Fonte: PrimaPagina
Fonte: Terra
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