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Casa em encosta aproveita ao máximo vista do litoral de SP

26 nov 2013 07h00
| atualizado em 29/11/2013 às 11h57
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O terreno, localizado em uma encosta de Ilha Bela, litoral norte de São Paulo, chamava a atenção pela belíssima paisagem ao redor. Nada mais natural, portanto, do que aproveitar essa qualidade – e foi isso o que o arquiteto André Becker fez ao projetar uma casa no local: “Ela foi pensada para tirar o máximo da vista”, resume.

Para isso, Becker fez um escalonamento, distribuindo pelo terreno inclinado os 280 m² da construção em três pavimentos. Dessa maneira, a sala, a cozinha, a varanda com piscina, as três suítes permanentes e uma sala de estar que também pode virar suíte ficaram todas voltadas para o Atlântico. Nos quartos, não se economizou em janelas: elas vão do piso ao teto, para proporcionar uma visão exuberante da região. As maravilhas dessa parte da costa paulista também ficam expostas na área social, amplamente aberta para o exterior.

A natureza foi aproveitada de outras formas. O terreno é voltado para o oeste, na região do poente, no qual há maior luminosidade. “Era preciso alguma sombra para a sala e, por isso, fizemos uma marquise desenhada especialmente para o projeto”, conta Becker. Aproveitaram-se ainda os ventos. “Todos os caixilhos têm duas janelas que, quando abertas, permitem a circulação de ar, garantindo ventilação natural”.

A ideia, claro, é que só a parte prazerosa da natureza local compareça: as janelas do quarto têm telas para manter do lado de fora os indesejáveis pernilongos que infestam essa ilha ainda muito preservada do litoral.

Após os seis meses para adequar o projeto à legislação ambiental, começou a construção, cujo óbvio desafio era ocorrer em um terreno tão inclinado. “As fundações têm de ser muito seguras. Fizemos uns ‘tubulões’ bastante grossos de concreto com 14 metros de profundidade”, afirma Becker, lembrando ainda que boa parte do custo obra foi para essa fase.

O resto foi mais rápido, pois usaram-se estruturas modulares de 3,5 metros X 3,5 metros. “Isso tornou o projeto bastante simples de calcular e de executar”, ressalta o arquiteto. Depois de apenas 16 meses, já era possível ocupar a casa e relaxar com uma vista de tirar o fôlego.

Fonte: Terra
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