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Billie Eilish fala sobre os efeitos da Síndrome de Tourette na sua rotina: 'Frustrante'

Cantora revelou o desgaste de tentar controlar os tiques em público e falou sobre os desafios invisíveis da síndrome de Tourette

9 mai 2026 - 13h09
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A cantora Billie Eilish voltou a falar abertamente sobre a convivência com a síndrome de Tourette, condição neurológica caracterizada por tiques motores e vocais involuntários. Em participação recente no podcast Good Hang, a artista compartilhou detalhes sobre como lida com os sintomas no dia a dia - especialmente durante entrevistas, apresentações públicas e momentos diante das câmeras.

Billie Eilish falou sobre a convivência com a síndrome de Tourette e explicou o esforço emocional e físico para controlar os tiques 
Billie Eilish falou sobre a convivência com a síndrome de Tourette e explicou o esforço emocional e físico para controlar os tiques
Foto: Reprodução: Savion Washington/FilmMagic / Bons Fluidos

Aos 24 anos, Billie contou que aprendeu a conviver relativamente bem com a condição, mas afirmou que ainda se sente frustrada quando percebe falta de compreensão das pessoas sobre o transtorno.

Segundo a cantora, muitos de seus tiques são discretos e passam despercebidos pela maior parte do público. Ela explicou que possui "tiques vocais", geralmente manifestados em pequenos sons que consegue manter "bem baixinho". Em outros momentos, algumas palavras específicas acabam se transformando em tiques involuntários. 

"Quando estou em uma entrevista, faço tudo ao meu alcance para suprimir todos os meus tiques, constantemente. E assim que saio da sala, tenho que deixá-los todos sair", revelou.

O que é a síndrome de Tourette?

A síndrome de Tourette é um transtorno neurológico que provoca movimentos e vocalizações involuntárias, chamados de tiques. Eles podem variar bastante de intensidade e frequência, aparecendo de maneiras diferentes em cada pessoa.

Os sintomas costumam surgir ainda na infância ou adolescência e podem incluir piscadas repetitivas, movimentos com braços, mãos ou rosto, além de sons involuntários, palavras ou pequenos ruídos. 

Apesar de ser frequentemente associada apenas a tiques mais visíveis ou intensos, especialistas explicam que muitos casos passam despercebidos justamente porque algumas pessoas conseguem mascarar ou controlar parcialmente os sintomas em determinadas situações sociais.

O desgaste invisível de tentar "parecer normal"

Durante a conversa, Billie Eilish chamou atenção para um aspecto pouco discutido da síndrome: o enorme esforço físico e mental necessário para tentar conter os tiques em ambientes públicos.

Ela explicou que passa boa parte do tempo tentando suprimir manifestações involuntárias, especialmente em aparições públicas. "Estou fazendo tudo o que posso para suprimir cada tique visível, e é assim que nós, pessoas com síndrome de Tourette, passamos nossos dias", afirmou.

Segundo especialistas, esse processo de repressão constante pode gerar cansaço físico, tensão emocional e aumento da ansiedade. Muitas pessoas com Tourette acabam tentando esconder os sintomas por medo de julgamentos, constrangimento ou incompreensão social.

A cantora também destacou que algumas pessoas questionam seu diagnóstico justamente porque seus tiques não correspondem ao estereótipo mais conhecido da síndrome. Além dos tiques vocais, ela contou que apresenta movimentos involuntários frequentes nos joelhos, mãos e cotovelos, mas que esses sinais normalmente passam despercebidos.

"Pensamentos intrusivos, mas você precisa verbalizá-los"

Ao tentar explicar a sensação provocada pelos tiques, Billie descreveu a síndrome como "pensamentos intrusivos, mas você precisa verbalizá-los". A fala chamou atenção nas redes sociais justamente por traduzir de forma simples uma experiência que muitas pessoas com Tourette relatam: a sensação intensa de urgência antes da manifestação do tique.

Ela também comentou sobre uma percepção equivocada bastante comum: a ideia de que os tiques necessariamente causam sofrimento o tempo todo. "Se eu começo a ter uma crise, as pessoas perguntam: 'Você está bem?'. Isso é perfeitamente normal", disse.

Falar sobre o transtorno ajuda a reduzir estigmas

Nos últimos anos, Billie Eilish tem usado sua visibilidade para ampliar conversas sobre saúde mental e condições neurológicas. Para especialistas, relatos públicos como o da cantora ajudam a diminuir preconceitos e ampliar a compreensão sobre transtornos que ainda são cercados de desinformação.

A síndrome de Tourette, por exemplo, continua sendo frequentemente retratada de maneira caricata ou limitada, o que faz com que muitas pessoas tenham dificuldade em reconhecer sintomas menos evidentes.

Ao compartilhar sua experiência de forma aberta, Billie ajuda a mostrar que a condição pode se manifestar de formas variadas - e que viver com o transtorno envolve desafios invisíveis que nem sempre são percebidos por quem está de fora.

Bons Fluidos
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