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Rita Carreira e Dani Rudz falam da volta da magreza extrema como padrão: "Estamos vivendo um retrocesso", diz a modelo

29 abr 2026 - 12h45
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A modelo Rita Carreira e a comunicadora Dani Rudz, duas expoentes do body positive no Brasil, que trabalham pela aceitação de corpos diversos e plus size, comentaram com exclusividade ao "Elas no Tapete Vermelho" a volta da magreza extrema como padrão nas passarelas, nas propagandas, entre influenciadoras e no dia a dia das pessoas comuns. A chamada febre do Mounjaro/Ozempic tem se refletido em imagens que nem sempre correspondem à realidade.

Rita Carreira e Dani Rudz (Fotos; Clayton Felizardo. Brazil News/Leca Novo/Reprodução)
Rita Carreira e Dani Rudz (Fotos; Clayton Felizardo. Brazil News/Leca Novo/Reprodução)
Foto: Elas no Tapete Vermelho

Mas a realidade no mundo fashion é de corpos muito magros. Um levantamento da Vogue Business sobre os desfiles de setembro e outubro de 2025, em Nova York, Londres, Milão e Paris, para a temporada primavera-verão 2026, mostrou que, dos 9.038 looks apresentados, 97,1% correspondiam aos tamanhos 32 e 36. Modelos de tamanho médio (38 a 42) representavam apenas 2% das silhuetas, enquanto tamanhos grandes (44 ou mais) respondiam por 0,9% das modelos que desfilaram.

Veja o vídeo aqui

Nos desfiles recentes no Brasil, a situação não muda muito. Apesar de as passarelas receberem modelos mais velhas, em um movimento de combate ao etarismo, as mulheres plus size têm perdido o espaço conquistado algumas temporadas atrás. Rita Carreira, por exemplo, foi recordista de desfiles no SPFW em 2021, na primeira edição presencial pós-pandemia. Já no Rio Fashion Week, realizado neste mês, a estilista Karoline Vitto foi exceção. Sua grife contempla corpos plurais, com toques de sensualidade e recortes estratégicos.

Rita Carreira no desfile de Karoline Vitto
Rita Carreira no desfile de Karoline Vitto
Foto: Roberto Filho/Brazil News / Elas no Tapete Vermelho

A modelo Rita Carreira foi uma das modelos plus size que desfilaram para a marca. "A gente está vivendo um retrocesso na moda e na sociedade em geral. As pessoas fingiram aceitar, fingiram incluir, mas a gente vê que não é isso que acontece. Nós ainda estamos muito vulneráveis", disse a top ao "Elas no Tapete Vermelho", durante o FFW Brasil Fashion Awards, no Teatro Cultura Artística, realizado na última segunda-feira (27). Para ela, as marcas devem começar a sentir no bolso, porque as mulheres querem se sentir representadas para consumir.

Dani Rudz
Dani Rudz
Foto: Leca Novo/Reprodução / Elas no Tapete Vermelho

Dani Rudz ressalta que a pressão em relação ao corpo feminino sempre existiu. "A mulher, infelizmente, sempre vai ser alvo de algum tipo de provocação", afirmou. E fez um convite à reflexão: "As nossas decisões sobre o nosso corpo são por nós ou porque alguém disse que tinha que ser assim?". "Goste de si como você é. Sei que não é um pedido simples, mas, quando a gente se ama, é libertador", completou. O depoimento foi dado durante um talk especial de Dia das Mães, em São Paulo, promovido pela Arezzo, nesta terça-feira (28).

Colaborou na captação do vídeo Giovanna Montanhan

Elas no Tapete Vermelho
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