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New face brasileira diz que maior desafio foi subir no salto

20 mai 2010 - 15h47
(atualizado às 18h55)
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Rosângela Espinossi

A mineira Malu Ribeiro, 17 anos, nunca havia subido num salto alto até bem pouco tempo atrás. Equilíbrio, só nos patins e no skate pelas ladeiras de Belo Horizonte. Mesmo assim, confessa que ainda cai muito. Foi abordada nas ruas da capital mineira por um scouter, o que no jargão da moda quer dizer "olheiro". Ela não acreditou, achava que era uma piada, mas passou o telefone. Alguns meses depois, foi à agência acompanhada pela mãe e resolveu encarar a profissão.

Seu primeiro desafio foi mesmo conseguir andar de salto. Calçou seu primeiro par de sapatos altos duas horas antes de fazer o teste na agência. "Foi um sapato deles, porque nunca tive um em casa." Passou no teste, e em uma semana subiu nove vezes na passarela do Minas Trend Preview, em novembro do ano passado. Em fevereiro último, foi para Nova York, onde abriu dois desfiles e fez outros cinco. Em Milão, encarou quatro. Agora na Way Models, está escalada para castings de Fashion Rio e São Paulo Fashion Week.

Não dispensa um Big Mac e sempre que pode anda de skate pelas ladeiras de BH. Confira abaixo trechos da entrevista que a garota, que completa 18 anos no Dia dos Namorados, deu ao Terra:

Terra - Você imaginava ser modelo algum dia?

Malu Ribeiro - Nunca imaginava isso, pois nunca fui muito ligada nesse assunto. Quando um scouter me abordou na rua, eu achei que era uma piada. Ele foi conversar comigo e com a minha mãe e, depois de um tempo, decidimos ver se era uma proposta segura. A abordagem foi em abril de 2009, quando fui comprar marmitex com meu primo num barzinho do centro de BH, mas só fui à agência na semana de casting para o Minas Trend, uns seis meses depois. Odiava salto alto, morria de medo de cair.

Como foi o treinamento com o salto?

No dia que fui à agência e eles me pediram para colocar o salto, eu falei: não vou conseguir me equilibrar em cima disso não ri. Foi um desastre. Como sou determinada, comecei a treinar em casa, fiquei uma semana andando de um lado para o outro até aprender a andar direitinho. Deu certo.

Encarar os primeiros desfiles foi difícil?

De jeito nenhum. Sou muito tranquila. Em Nova York, abri os desfiles de Philip Lim e de Victor de Souza, fiz mais cinco, inclusive Rodarte. Depois fui para Milão e fiz quatro. Na passarela, me sinto como se estivesse andando de skate. Não sinto nem friozinho na barriga.

Não teve medo de cair, já que não tinha muita prática com salto?

Penso o seguinte: se cair, levanto e continuo andando, como faço quando estou com skate. Ainda caio bonito no skate, mas sem problema. Se machucar, uma maquiagem resolve.

Como é sua rotina agora?

Quando não estou desfilando, fico aqui em Belo Horizonte, saio com meus amigos e durmo até umas três da tarde.

Quanto você pesa, mede? Faz alguma dieta?

Meço 1,77 e peso 54 kg. Quando comecei, pesava 58 kg, mas não me pediram para emagrecer. Perdi os quatro quilos com a mudança de rotina, viagens etc. Eu adoro Big Mac e como quase todo dia. Também não tenho outros cuidados. Sempre fui magra por natureza e não pratico exercícios. Só ando de skate e bebo muita água.

Desde quando você pratica skate e por quê? Era hobby ou chegou a competir?

Eu comecei brincando com os patins, aos quatro anos, e há uns quatro anos subi no skate. Gosto muito de skate e sempre que tenho tempo, eu pratico. No momento ainda não participei de nenhuma competição, mas quero um dia participar.

O que fez com o primeiro cachê?

Paguei algumas contas, fiz meu book. O bom é que agora não preciso pedir mais dinheiro para minha mãe.

Como é seu estilo? Usa marca famosa?

Sempre andei de calça larga, de Tactel. Não usava shorts, por causa das minhas pernas muito finas. Nunca fui ligada em moda e em marcas. Agora tenho algumas peças da Rodarte, que deram para as modelos que desfilaram.

Dê uma dica para quem está querendo começar a carreira, mesmo estando há pouco tempo nela. A primeira coisa é saber se é isso que você realmente quer. Eu, por exemplo, nunca pensei que um dia seria modelo. Até mesmo quando recebi o convite, achei que não ia dar certo. Mas gosto de desafios e coloquei na minha cabeça que se realmente levo jeito pra coisa vou dar tudo de mim. Acho que determinação, atitude e profissionalismo contam muito. O segundo passo é descolar uma boa agência para cuidar da sua carreira. Foi o que eu fiz.

Quem são as modelos que você se espelha?

Como disse, nunca fui muito ligada nesse assunto. Por isso, acho que não tenho uma modelo especial ou alguém que me espelhe. Por enquanto eu quero construir a minha própria historia.

 Skate e patins estão entre as grandes paixões da modelo, que completa 18 anos em junho
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Foto: Divulgação
Fonte: Especial para Terra
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