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OESTUDIO faz o dia "mais negro" do Fashion Rio

15 jan 2011 - 20h38
(atualizado às 23h18)
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Ale Ougata
Direto do Rio de Janeiro

O coletivo d'OESTUDIO é sempre uma festa, uma surpresa, até porque para eles moda é arte, é expressão, é performance. Antes mesmo do costumeiro vídeo com depoimentos sobre a Alma Carioca (tema do evento deste ano), às 19h31 o telão apresentou rostos pintados em branco e preto.

A sombra da banda Jam da Silva com participação da cantora Daúde (com muitos colares e dourado) anunciava oficialmente o inicio do show outono-inverno 2011 do pessoal d'OESTUDIO. Com balanço político e gingado filosófico, a reflexão do coletivo foi sobre a percepção da consciência negra e todas as possibilidades.

Negritude na pele, nas roupas, no chão da passarela, nos rostos pintados em preto, em branco, nas máscaras, nos pontos de luz, na trilha sonora, no casting todo de modelos negros. Foi o dia mais black do Fashion Rio. Quanto a moda, as formas das roupas tinham modelagens amplas, trabalhos em patchwork (sinal da miscigenação), peças que revelavam o avesso, calças curtas. Foi uma mostra de que a moda também pode ir além da roupa e pode ser social, intelectual, as barreiras extrapolam os limites da costura.

O sangue vermelho que corre nas veias de todos, o batuque, o berimbau, os elementos africanos incorporaram a sala 02 do Píer e com a típica alegria e 'orgulho da raça' proporcionaram uma experiência sensorial que em muitos momentos explorou mais o auditivo do que o visual.

Com máscaras, música ao vivo e intervenções, designers da OESTUDIO armam um espetáculo na passarela; confira os looks
Com máscaras, música ao vivo e intervenções, designers da OESTUDIO armam um espetáculo na passarela; confira os looks
Foto: Bruna Prado / Futura Press
Fonte: Redação Terra
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