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Entenda o que são lábios leporinos e saiba como revertê-lo

10 fev 2012 - 12h00
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Conhecido como fissura labial ou fenda palatina, os lábios leporinos são um tipo de má formação congênita do palato, popularmente chamado de céu da boca. O problema de saúde acontece entre a quarta e a sétima semana de gestação, podendo afetar também o nariz, a cavidade nasal e o ouvido. A boa notícia é que uma cirurgia, ainda no primeiro ano de vida da criança, pode corrigir o problema.

A incidência de lábios leporinos é de 1,5 para cada mil nascidos vivos
A incidência de lábios leporinos é de 1,5 para cada mil nascidos vivos
Foto: Shutterstock / Terra


Vale lembrar que as causas são variadas e não necessariamente de ordem genética. Elas podem ser hereditárias, provocadas por alterações nos genes associados ou não à fissura do céu da boca, mas também pelo fumo, pelo álcool, o uso de cremes hidratantes que contêm vitamina A ou até mesmo por problemas de desnutrição materna. Assim, ela pode ser prevenida com uma série de cuidados durante a gestação, como não ingerir bebida alcoólica e não fumar, além de passar por um bom acompanhamento pré-natal.



Tipos de problema

Ao todo, existem quatro tipos de fissuras labiais: as unilaterais, aquelas que atingem apenas um lado do lábio; as bilaterais que atingem os dois lados; a completa que chega até o lábio e o palato e a incompleta, alcançando o céu da boca ou o lábio.



A incidência é de 1,5 para cada mil nascidos vivos, sendo mais comum em homens e em orientais. A Dra. Audrey Worthington, cirurgiã-plástica da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, explica que 25% dos casos são de fissuras só de lábio, 50% de fissuras lábiopalatinas - tanto dos lábios quanto do céu da boca - e 25% só no palato.



Cirurgia de reversão

Por volta do terceiro mês de vida, quando o bebê apresenta condições de saúde para ser operado, é feita a primeira cirurgia de correção. Contudo, o palato só é totalmente fechado cirurgicamente quando a criança atinge cerca de um ano ou um ano e meio de idade.



No processo cirúrgico, a pele do músculo labial é descolada e feita a sutura de mucosa com mucosa. Em seguida, vem o músculo que está separado e, por fim, a pele, tomando todos os cuidados para não deixar cicatrizes.



Logo após a cirurgia, a dieta é líquida e morna até a completa cicatrização. A alimentação deve ser dada de colher, para evitar a sucção. Além disso, quando há fissura do palato, o paciente deverá passar por uma fonoaudióloga, que irá acompanhar o crescimento da face.



Agência Hélice,
Especial para o Terra
Fonte: Terra
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