Entenda o que são lábios leporinos e saiba como revertê-lo
Conhecido como fissura labial ou fenda palatina, os lábios leporinos são um tipo de má formação congênita do palato, popularmente chamado de céu da boca. O problema de saúde acontece entre a quarta e a sétima semana de gestação, podendo afetar também o nariz, a cavidade nasal e o ouvido. A boa notícia é que uma cirurgia, ainda no primeiro ano de vida da criança, pode corrigir o problema.
Vale lembrar que as causas são variadas e não necessariamente de ordem genética. Elas podem ser hereditárias, provocadas por alterações nos genes associados ou não à fissura do céu da boca, mas também pelo fumo, pelo álcool, o uso de cremes hidratantes que contêm vitamina A ou até mesmo por problemas de desnutrição materna. Assim, ela pode ser prevenida com uma série de cuidados durante a gestação, como não ingerir bebida alcoólica e não fumar, além de passar por um bom acompanhamento pré-natal.
Tipos de problema
Ao todo, existem quatro tipos de fissuras labiais: as unilaterais, aquelas que atingem apenas um lado do lábio; as bilaterais que atingem os dois lados; a completa que chega até o lábio e o palato e a incompleta, alcançando o céu da boca ou o lábio.
A incidência é de 1,5 para cada mil nascidos vivos, sendo mais comum em homens e em orientais. A Dra. Audrey Worthington, cirurgiã-plástica da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, explica que 25% dos casos são de fissuras só de lábio, 50% de fissuras lábiopalatinas - tanto dos lábios quanto do céu da boca - e 25% só no palato.
Cirurgia de reversão
Por volta do terceiro mês de vida, quando o bebê apresenta condições de saúde para ser operado, é feita a primeira cirurgia de correção. Contudo, o palato só é totalmente fechado cirurgicamente quando a criança atinge cerca de um ano ou um ano e meio de idade.
No processo cirúrgico, a pele do músculo labial é descolada e feita a sutura de mucosa com mucosa. Em seguida, vem o músculo que está separado e, por fim, a pele, tomando todos os cuidados para não deixar cicatrizes.
Logo após a cirurgia, a dieta é líquida e morna até a completa cicatrização. A alimentação deve ser dada de colher, para evitar a sucção. Além disso, quando há fissura do palato, o paciente deverá passar por uma fonoaudióloga, que irá acompanhar o crescimento da face.
Agência Hélice,
Especial para o Terra