Bianca Andrade mostra resultado de harmonização glútea; entenda o procedimento
Boca Rosa comemorou resultado: 'Inacreditável'
A influenciadora digital e empresária Bianca Andrade, a Boca Rosa, usou as redes sociais para mostrar o resultado de sua harmonização glútea e comemorou o resultado.
"Gente, com todo respeito, vou ter que mostrar uma coisa para vocês. Olha isso aqui. Fiz harmonização de bumbum. Não tá inacreditável?", disse.
O procedimento está em alta neste verão, já que, mesmo com bons hábitos de vida, incluindo dieta e treinos, muitas pessoas não conseguem alcançar o formato e volume dos glúteos desejado.
“A harmonização glútea compreende todos os recursos utilizados para melhorar principalmente a forma, mas também o volume do glúteo. É possível melhorar desde as irregularidades, como a celulite, até o formato e questões anatômicas, como a concavidade lateral, chamada de hip-dip. Outro desejo é o de elevar o glúteo. Tudo isso entra como indicação para a harmonização glútea”, explica o cirurgião plástico Dr. Carlos Manfrim, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
Para um resultado natural e duradouro, é preciso equilibrar pele, músculos e gordura. "Isso envolve desde bioestimuladores que estimulam o colágeno até enxertos de gordura cuidadosamente planejados. Cada paciente é único, e o segredo do sucesso está na combinação de técnicas”, complementa o Dr. Romero Almeida, cirurgião plástico membro da SBCP.
Existem muitos recursos utilizados para esses fins. O mais polêmico é o polimetilmetacrilato, o famoso PMMA, uma estrutura plástica com milhões de microimplantes, de micropróteses.
Dr. Carlos explica que existem recursos mais seguros, como bioestimuladores e preenchedores biocompatíveis. “O ácido hialurônico volumiza e também melhora o formato do glúteo; já a hidroxiapatita de cálcio e o ácido poli-L-lático ajudam em casos de flacidez leve e celulite, conferindo turgor à pele, mas volumizam menos. A combinação desses recursos é uma estratégia para melhorar o glúteo. A vantagem está no fato de as substâncias serem absorvíveis e biocompatíveis (com duração de um ano em média) e possuírem antídotos, caso haja algum problema. A parte negativa delas é que elas não volumizam tanto”, diz o especialista.
Na cirurgia plástica, um dos destaques é a lipoenxertia, que usa a gordura do próprio paciente para volumizar e melhorar o formato. “Com a gordura do paciente, a taxa de rejeição é reduzida, porque o tecido é autólogo. No entanto, a parte negativa é que a gordura pode ser reabsorvida - as taxas de reabsorção giram em torno de 30%. E, também, é importante lembrar que a gordura funciona exatamente como... gordura. Ou seja, o volume aumenta se a paciente engordar; e diminui se ela emagrecer”, explica o cirurgião plástico.
Dr. Romero diz que existem técnicas modernas que promovem resultados naturais e possibilidade de combinar com lipoaspiração estética. "Por exemplo, a técnica SIME permite enxertos precisos no subcutâneo profundo, enquanto a SIM3D corrige pequenas irregularidades superficiais. Ambas usam ultrassom para maior segurança”, completa.
O médico destaca ainda que nenhum procedimento substitui a hipertrofia muscular. “A musculação é a base para um bumbum firme e estruturado, com equipamentos como eletroestimulação servindo apenas como complemento”, diz. “E procedimentos como bioestimuladores e lipoenxertia funcionam melhor em glúteos já tonificados”, acrescenta.