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Artemis II: conheça a tecnologia da USP usada na viagem à Lua

O dispositivo desenvolvido por brasileiros ajudou a monitorar as atividades dos astronautas, principalmente o sono, que costuma ser afetado durante missões espaciais

24 abr 2026 - 20h39
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Em abril, astronautas da NASA, a agência norte-americana, chegaram ao lado oculto da Lua com a missão Artemis II. Um fato curioso é que um pedacinho do Brasil também esteve presente na viagem espacial: os agentes utilizaram uma tecnologia desenvolvida pela Universidade de São Paulo (USP). O relógio de pulso permitiu monitorar suas atividades, fornecendo informações principalmente sobre o sono.

USP na Artemis II

Criada por pesquisadores da instituição com apoio da Fapesp, a tecnologia baseou-se no actígrafo, um dispositivo capaz de rastrear movimentos. Com a adaptação dos cientistas brasileiros, no entanto, o relógio também passou a registrar a exposição à luz e a temperatura da pele. Essas informações são fundamentais para entender os ritmos biológicos humanos e como eles são influenciados pelo espaço.

"O nosso cérebro responde à rotação da Terra por meio do ciclo claro-escuro. Quando uma nave dessas está no espaço, não existe isso", explicou o professor Mario Pedrazzoli Neto, um dos responsáveis pela pesquisa, em comunicado.

O resultado, conforme aponta o especialista, é a desregulação do sono em decorrência da falta de referência de dia e noite, o que pode ocasionar falhas cognitivas e motoras. Dessa forma, o monitoramento com a tecnologia, utilizado antes mesmo do voo, permite entender os efeitos e ajudar a criar condições mais adequadas para o descanso no espaço. Por exemplo, com alterações na iluminação da nave.

Além das missões espaciais, os desenvolvedores do dispositivo acreditam que ele possa revelar diferenças no descanso entre moradores de pequenas e grandes cidades. Por isso, o planejamento para as próximas etapas é ampliar o acesso ao relógio. O uso em investigação científica busca identificar distúrbios e alterações relacionadas ao sono, enquanto, na medicina, o aparelho pode auxiliar médicos na precisão de diagnósticos.

Foto: Bons Fluidos
Bons Fluidos
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