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Andropausa: entenda condição enfrentada pelo marido de Claudia Raia

Relato de Jarbas Homem de Mello amplia o debate sobre envelhecimento masculino e mostra que saúde hormonal também é assunto deles

27 abr 2026 - 18h09
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Falar sobre envelhecimento ainda costuma ser um tabu - especialmente quando envolve o corpo masculino. Mas esse cenário começa a mudar. O ator Jarbas Homem de Mello, marido de Claudia Raia, trouxe o tema à tona ao revelar que vive a andropausa e faz reposição de testosterona há quase cinco anos.

Com relato de Jarbas Homem de Mello, entenda o que é andropausa, seus sintomas, causas e como é feito o tratamento com segurança
Com relato de Jarbas Homem de Mello, entenda o que é andropausa, seus sintomas, causas e como é feito o tratamento com segurança
Foto: Reprodução/Instagram / Bons Fluidos

A decisão de falar abertamente sobre o assunto não veio por acaso. Segundo ele, a ideia foi ampliar a discussão sobre as transformações hormonais masculinas, inclusive levando o tema para o espetáculo Cenas da Menopausa, em cartaz ao lado da esposa - uma forma de mostrar que o envelhecimento é uma experiência compartilhada, ainda que vivida de formas diferentes.

O que é, afinal, a andropausa?

Apesar de muitas vezes ser chamada de "menopausa masculina", a andropausa não acontece de forma abrupta. Trata-se de um processo gradual, ligado à diminuição da testosterona ao longo dos anos.

Na medicina, essa condição é conhecida como Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino (DAEM). A partir dos 40 anos, a produção do hormônio tende a cair cerca de 1% ao ano - um movimento silencioso, mas que pode ganhar intensidade com o passar do tempo. 

Nem todos os homens vão sentir os efeitos dessa queda. O diagnóstico só é feito quando há sintomas associados e a confirmação por exames de sangue.

Sinais que o corpo pode dar

Quando a testosterona diminui de forma significativa, o organismo costuma responder com mudanças que vão além do físico. Os sinais mais comuns incluem: redução da libido; dificuldade de ereção; cansaço frequente; oscilações de humor e irritabilidade; problemas para dormir; queda de massa muscular; aumento da gordura abdominal; fragilidade óssea; dificuldade de concentração; alterações na memória.

Em alguns casos, também podem surgir ondas de calor e até aumento das mamas (ginecomastia), o que pode impactar diretamente a autoestima.

Por que isso acontece?

O envelhecimento natural é o principal fator, mas não é o único. Alguns hábitos e condições de saúde podem acelerar esse processo, como: obesidade, diabetes, tabagismo, consumo excessivo de álcool, uso de certos medicamentos hormonais, histórico de quimioterapia, traumas na região testicular, estresse e fatores emocionais. Ou seja, o estilo de vida tem um papel importante na forma como o corpo envelhece - inclusive no equilíbrio hormonal.

Existe tratamento?

Sim, mas ele não é automático. Quando há indicação médica, o tratamento pode incluir a reposição de testosterona, feita por diferentes vias: gel, injeções, adesivos ou comprimidos. Tudo depende da avaliação individual de cada caso.

Mais do que repor hormônios, o cuidado envolve olhar para o todo. Alimentação equilibrada e prática regular de exercícios, especialmente musculação, ajudam a reduzir impactos metabólicos e melhorar a qualidade de vida.

O que evitar

Um dos pontos mais importantes é não iniciar a reposição por conta própria. O uso inadequado de testosterona pode trazer consequências sérias, como: infertilidade, alterações no fígado, aumento da próstata, atrofia testicular, maior risco de AVC e trombose, dependência do uso contínuo. Por isso, o acompanhamento com especialistas, como endocrinologistas ou urologistas, é essencial.

Um tema que precisa sair do silêncio

Ao compartilhar sua experiência, Jarbas ajuda a romper um padrão comum: o de ignorar os sinais do corpo em nome de uma ideia rígida de masculinidade. Falar sobre andropausa não é apenas discutir hormônios, é abrir espaço para um cuidado mais consciente, onde saúde física, emocional e qualidade de vida caminham juntas.

Porque envelhecer não precisa ser sinônimo de perda. Pode, também, ser um convite para entender melhor o próprio corpo - e aprender a cuidar dele com mais atenção e menos tabu.

Bons Fluidos
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