80 anos de Freddie Mercury: relembre a relação especial do cantor com os gatos
No aniversário de Freddie Mercury, relembre o lado carinhoso do astro do Queen e a relação especial que ele mantinha com seus gatos
Longe dos palcos, Freddie Mercury nutria uma intensa paixão por gatos, considerados por ele membros de sua família. Desde os anos 1970, ao lado da amiga Mary Austin, o vocalista do Queen chegou a ter cerca de dez felinos ao longo da vida, dividindo com eles seu afeto e até mesmo planos de herança. Esse apego doméstico contrastava com a imagem do astro do rock e deixou marcas em sua obra, inspirando canções famosas dedicadas aos seus bichos, como a faixa composta para sua querida gata Delilah.
Para milhões de pessoas, Freddie Mercury será sempre lembrado pela voz inconfundível, pela presença arrebatadora nos palcos e pelas músicas que atravessaram gerações. Mas longe dos grandes shows e dos holofotes, o vocalista do Queen tinha um lado especialmente carinhoso que talvez nem todos os fãs conheçam: ele era completamente apaixonado por gatos.
Nascido em 5 de setembro de 1946, Freddie completaria 80 anos em 2026. A data é uma oportunidade para relembrar não apenas seu legado na música, mas também a relação de afeto que construiu com os animais que fizeram parte de sua vida.
Ao longo dos anos, os gatos se tornaram verdadeiros integrantes de sua família. Eles estavam presentes em sua casa, foram mencionados em declarações do cantor e chegaram até mesmo a ocupar espaço em sua produção artística.
Freddie Mercury teve vários gatos ao longo da vida
Segundo informações publicadas pela Vanity Fair, Freddie teve cerca de dez gatos durante a vida. Essa história começou ainda na década de 1970, quando ele vivia um relacionamento com Mary Austin, mulher que continuaria sendo uma de suas pessoas mais próximas mesmo depois do fim do romance.
Em 1973, os dois adotaram seus primeiros felinos. Os bichinhos ganharam os nomes de Tom e Jerry, uma referência aos famosos personagens do desenho animado. A partir daí, outros gatos passaram pela vida do artista e sua ligação com eles se tornou cada vez mais evidente.
Para Freddie, não se tratava apenas de ter animais dentro de casa. Seus gatos ocupavam um lugar afetivo importante em sua rotina, especialmente em contraste com uma vida profissional marcada por viagens, compromissos e longos períodos longe de casa.
Os gatos apareciam até nas declarações sobre seu futuro
Percebe-se o tamanho desse carinho também na maneira como Freddie falava sobre seus animais. Em um registro apresentado no documentário Freddie Mercury: A Life in His Own Words, o músico comentou sobre o vínculo que mantinha com Mary Austin mesmo depois de os dois deixarem de ser um casal. E, ao falar das relações mais importantes de sua vida, incluiu um de seus gatos.
"Eu vou amá-la até meu último suspiro", declarou sobre Mary. Em seguida, acrescentou: "Apenas dois indivíduos me deram tanto amor quanto eu dei a eles: a Mary, com quem eu tive um longo relacionamento, e nosso gato, Jerry. O meu vínculo com a Mary só parece crescer."
Em outro momento, Freddie voltou a mencionar os felinos ao falar sobre o que aconteceria com seus bens caso morresse antes dela. "Caso eu vá primeiro, deixarei tudo para ela. Ninguém mais leva um centavo, apenas os meus gatos. Eu posso ter todos os problemas do mundo, mas eu tenho a Mary e isso me motiva… Eu ainda a vejo diariamente e gosto tanto dela hoje quanto sempre gostei."
As declarações ajudam a dimensionar o espaço que os animais ocupavam em sua vida: eles apareciam ao lado das pessoas que Freddie considerava parte de seu círculo mais íntimo.
Um lado doméstico bem diferente do astro no palco
Talvez seja justamente esse contraste que torne a relação de Freddie Mercury com seus gatos tão encantadora. No palco, ele era gigantesco. Com figurinos marcantes, movimentos expansivos e uma capacidade rara de conduzir multidões, construiu uma das imagens mais reconhecíveis da história do rock. Dentro de casa, porém, existia também o homem que encontrava companhia e afeto em seus animais.
E os felinos não ficaram restritos à vida particular. Ao longo de sua trajetória, esse amor acabaria atravessando a fronteira entre casa e música, deixando pequenas marcas no próprio legado artístico de Freddie.
Uma delas se tornaria especialmente famosa: Delilah, uma de suas gatas mais queridas, acabou ganhando algo que poucos animais de estimação podem ostentar - uma música feita especialmente para ela.
Décadas depois de sua morte, conhecer esse lado de Freddie ajuda a revelar uma faceta mais íntima do artista. Por trás do ícone que fazia estádios inteiros cantar, havia também alguém profundamente apegado aos animais que o esperavam em casa.
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