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5 hábitos que estão deixando suas unhas fracas sem você perceber

Pequenas atitudes da rotina podem comprometer a resistência das unhas e explicar por que elas quebram ou descamam com tanta facilidade

28 set 2026 - 21h12
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Resumo
Unhas fracas e descamadas costumam ser causadas por hábitos diários, e não apenas por falta de vitaminas. Ações como expor as mãos à água e produtos químicos sem luvas, usar as unhas como ferramentas, arrancar esmaltes à força, lixar com agressividade e retirar excessivamente as cutículas danificam a queratina. Para recuperá-las, é essencial reduzir esses microtraumas, manter a região hidratada e buscar orientação médica se houver dor, alterações repentinas de cor ou inflamações persistentes.

Quando as unhas começam a quebrar ou descamar com frequência, a tendência é culparmos imediatamente o esmalte, a acetona ou até imaginar que está faltando alguma vitamina. Mas a explicação pode estar em atitudes muito mais simples do cotidiano.

Unhas fracas e descamando? Conheça 5 hábitos comuns que podem prejudicar as unhas e veja como protegê
Unhas fracas e descamando? Conheça 5 hábitos comuns que podem prejudicar as unhas e veja como protegê
Foto: las no dia a dia - Reprodução: Alena Ivochkina / Bons Fluidos

Lavar louça sem proteção, arrancar o esmalte com os dedos ou usar a unha para abrir uma embalagem são exemplos de hábitos aparentemente inofensivos que podem provocar pequenos danos repetidamente.

Isso acontece porque a unha é formada por camadas compactadas de queratina. Quando essa estrutura sofre agressões frequentes, as camadas podem começar a se separar, especialmente nas pontas, deixando aquele aspecto de unha "descascando".

E há outro detalhe: como as unhas crescem lentamente, não adianta esperar uma recuperação de um dia para o outro. O objetivo dos cuidados é diminuir as agressões para que a nova porção consiga crescer mais saudável.

Veja 5 hábitos que merecem atenção 

1. Deixar as mãos muito tempo em contato com água

Pode parecer contraditório, mas passar muito tempo com as unhas molhadas pode favorecer a fragilidade. A exposição repetida à água faz com que a estrutura da unha passe por ciclos de expansão e contração conforme molha e seca. Quando isso acontece muitas vezes, pode facilitar a separação de suas camadas.

O contato frequente com detergentes e produtos de limpeza acrescenta outro problema, já que essas substâncias podem contribuir para o ressecamento. Quem lava muita louça ou realiza tarefas domésticas com água pode usar luvas impermeáveis como proteção. Se houver acúmulo de suor no interior, porém, é importante retirá-las e secar bem as mãos.

2. Usar as unhas como ferramentas

Quem nunca tentou abrir uma latinha, retirar uma etiqueta ou raspar alguma coisa usando a unha? Essas pequenas tarefas aumentam a pressão sobre as pontas e provocam micro traumas. Se o hábito é frequente, a unha pode ficar mais suscetível a lascas e quebras.

A regra é simples: se existe uma ferramenta apropriada para a tarefa, prefira utilizá-la. Além disso, manter as unhas um pouco mais curtas enquanto estão frágeis reduz o risco de impactos e de quebras.

3. Arrancar esmalte, gel ou unhas artificiais

Perceber uma pontinha do esmalte soltando e começar a puxá-la pode ser tentador. O problema é que o produto nem sempre sai sozinho. Ao arrancar esmaltes (especialmente aqueles de maior aderência, como alguns procedimentos em gel), camadas superficiais da própria unha podem ser removidas junto.

O mesmo cuidado vale para unhas artificiais. A retirada deve respeitar a técnica indicada para aquele procedimento, evitando puxar ou raspar o material. Cobrir imediatamente uma unha já bastante danificada com novas aplicações também pode esconder alterações que deveriam ser observadas e criar um ciclo de aplicação e remoção.

4. Lixar com força e sem cuidado

A lixa pode ajudar a manter o formato e eliminar pontinhas que poderiam enganchar, mas não é preciso exercer muita força para conseguir esse resultado. Movimentos muito agressivos e repetidos podem aumentar o desgaste, principalmente quando a unha já apresenta descamação.

O ideal é lixar delicadamente e evitar insistir excessivamente sobre uma região fragilizada. Durante a recuperação, reduzir o comprimento também pode ajudar a evitar que as pontas fiquem constantemente presas em roupas e objetos.

5. Retirar a cutícula de maneira agressiva

A cutícula não está ali apenas por uma questão estética. Ela participa da proteção da região onde a unha se forma, funcionando como uma barreira contra agentes externos. Cortes profundos, machucados e manipulação constante das pelinhas ao redor das unhas podem comprometer essa proteção e ainda facilitar inflamações. Se a região estiver dolorida, avermelhada, inchada ou apresentar secreção, a recomendação é evitar continuar mexendo e procurar avaliação profissional caso o problema persista.

Hidratar também faz diferença

Os cuidados não precisam terminar nas mãos. Ao aplicar um hidratante, espalhe o produto também sobre as unhas e ao redor das cutículas. A hidratação ajuda a preservar a flexibilidade da região. Afinal, uma unha extremamente rígida não significa necessariamente uma unha mais resistente: diante de impactos, ela também pode quebrar. Por isso, a ideia de "fortalecer" não deve significar simplesmente endurecer a unha a qualquer custo.

E as bases fortalecedoras?

Elas podem fazer parte dos cuidados, mas não resolvem todos os tipos de fragilidade. Dependendo da composição e da necessidade da unha, tornar a superfície excessivamente rígida pode não ser a melhor estratégia.

O mesmo raciocínio vale para suplementos como a biotina. Unhas quebradiças, sozinhas, não comprovam uma deficiência nutricional, e tomar suplementos sem necessidade não necessariamente resolverá o problema. Doses elevadas de biotina ainda podem interferir nos resultados de alguns exames laboratoriais.

Uma alimentação equilibrada é importante para a saúde como um todo, mas existem diversos fatores capazes de alterar as unhas, incluindo procedimentos estéticos, medicamentos, envelhecimento e exposição frequente à água ou a produtos químicos.

Quando a unha fraca merece atenção?

Descamar ocasionalmente é diferente de apresentar alterações persistentes ou que aparecem de maneira repentina em várias unhas. Dor, inchaço, secreção, deformações, descolamento, mudanças persistentes de cor ou surgimento de uma nova faixa escura são sinais que merecem avaliação profissional. Nesses casos, cobrir a alteração com esmalte ou lixá-la pode dificultar a observação do problema.

Também é importante investigar quando muitas unhas ficam frágeis subitamente ou quando as mudanças aparecem acompanhadas de outros sintomas. No dia a dia, porém, alguns dos maiores aliados das unhas podem ser bastante simples: diminuir o contato prolongado com água e produtos de limpeza, evitar traumas, hidratar mãos e cutículas e abandonar o hábito de usar as pontas dos dedos como ferramentas.

Afinal, unhas mais resistentes não começam no momento de passar o esmalte. O cuidado está também em tudo aquilo que fazemos com as mãos antes de chegar à manicure.

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