Um espelho de 3,6 toneladas fica no topo de um vulcão em Maui, captando a luz solar; para evitar superaquecer, ele cria uma piscina de gelo todas as noites
Porque distinguir redemoinhos com apenas algumas dezenas de quilômetros de extensão no Sol exige... frio extremo
No cume do vulcão Haleakalā, no Havaí, os Estados Unidos construíram o maior telescópio solar do mundo, estruturado em torno de um espelho de quatro metros. O problema surgiu justamente quando ele começou a fazer aquilo para o qual foi projetado: observar o Sol diretamente.
A luz que ele concentra gera cerca de 12 quilowatts de potência térmica — o suficiente para danificar seus próprios instrumentos —; por isso, mantê-lo operacional exige quilômetros de tubulações, diversas temperaturas de resfriamento e uma quantidade de gelo equivalente a uma piscina, produzida todas as noites.
O desafio de observar o Sol
O Telescópio Solar Daniel K. Inouye está localizado a mais de 3.000 metros de altitude no Haleakalā, na ilha de Maui; ele conta com um espelho primário de cerca de quatro metros de diâmetro, 7,5 centímetros de espessura e peso aproximado de 3,6 toneladas.
Em essência, trata-se de uma versão gigantesca daquela experiência de infância em que se concentra a luz solar com uma lupa: quando o espelho capta a radiação e a direciona para o espelho secundário, ele concentra cerca de 12 kW de potência. O próprio Observatório Solar Nacional oferece uma comparação ilustrativa: essa energia é suficiente para estourar um pacote de pipoca em cerca de 20 segundos.
12 km de tubulações para mantê-lo resfriado
O telescópio precisa combater esse calor em praticamente todos os pontos da instalação. Mais de sete milhas — cerca de 12 quilômetros — de tubulações distribuem um fluido de resfriamento ...
Matérias relacionadas
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.