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Sabíamos que os data centers gastavam muita energia; o que não imaginávamos é que a China ia afundá-los 30 metros debaixo do mar

Xangai inaugura o primeiro centro de dados submarino alimentado por energia eólica marítima, avançando a tecnologia já testada em Hainan desde 2022

15 jun 2025 - 11h20
(atualizado em 16/6/2025 às 13h26)
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Foto: Xataka

A China inaugurou em Xangai o primeiro centro de dados submarino comercial totalmente alimentado por energia eólica marítima. É um salto evolutivo importante, após dois anos de experiência com sua instalação piloto em Hainan.

Por que isso é importante

A infraestrutura digital enfrenta duas crises em nível global:

  • O consumo excessivo de energia dos centros de dados.
  • A escassez de espaço urbano para expandi-los.

Essa instalação submarina resolve ambos os problemas de uma vez só, porque reduz o gasto energético em até 40% e libera espaço em terra firme.

O Contexto

A China já testou a viabilidade comercial dos centros de dados submarinos em Hainan desde dezembro de 2022, onde opera uma instalação a 30 metros de profundidade sem registrar uma única falha de servidor nesses dois anos e meio.

A Microsoft experimentou o Project Natick na Escócia em 2015, mas foi Hainan quem marcou a primeira implementação comercial real do mundo. Xangai representa agora a "versão 2.0" dessa tecnologia.

Este é um grande exemplo da estratégia chinesa, que integra 5G, IA e energias renováveis como um todo, e não como partes separadas.

Em números

  • O investimento chega a 1,6 bilhão de yuans (aproximadamente R$1,2 bilhão) para criar um cluster submarino de 24 megawatts.
  • O sistema de resfriamento natural por água do mar reduz o consumo de refrigeração do habitual 40-50% para menos de 10% do consumo total.
  • Mais de 90% da energia virá de parques eólicos marítimos.

O que aconteceu

Na ...

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