Qual a previsão para o El Niño no ano de 2026?
Fenômeno climático tem alta probabilidade de se formar no segundo semestre, com risco de atingir intensidade histórica
A formação do fenômeno El Niño em 2026 tem gerado alertas de agências meteorológicas em todo o mundo. A previsão aponta que o aquecimento anômalo das águas do Oceano Pacífico Equatorial deve se consolidar a partir do segundo semestre, com potencial para alterar drasticamente os padrões climáticos globais.
Quando começa e qual a intensidade?
Segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), a probabilidade de formação do fenômeno entre maio e julho chega a 82%. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) e a Climatempo também monitoram o avanço das condições favoráveis para a instalação do evento.
Projeções do Centro Europeu de Previsão Meteorológica (ECMWF) indicam que o El Niño de 2026 pode ser o mais forte em 140 anos. O aquecimento das águas pode ultrapassar a marca de 2°C acima da média, podendo chegar a +3,2°C até o fim do ano, o que configuraria um "Super El Niño".
O que muda no clima do Brasil
No Brasil, o fenômeno costuma intensificar os contrastes regionais. No Sul do país, os modelos meteorológicos indicam um aumento significativo das chuvas. Há um risco elevado de enchentes, ciclones e temporais, especialmente durante a primavera e o início do verão.
Em contrapartida, as regiões Norte e Nordeste devem enfrentar secas severas e temperaturas extremas. No semiárido nordestino, o fenômeno cria um bloqueio atmosférico que impede a formação de nuvens de chuva, ameaçando a agricultura de sequeiro e acelerando a evaporação nos reservatórios de água.
Impactos globais e calor recorde
Em escala global, o El Niño atua como um catalisador de calor. A liberação de energia do oceano para a atmosfera pode fazer com que os anos de 2026 e 2027 registrem novos recordes mundiais de temperatura, sobrecarregando sistemas de saúde e de energia elétrica.
Além do calor extremo, o fenômeno ameaça a segurança alimentar mundial. A previsão inclui risco de quebras de safra devido a secas prolongadas em países como Austrália e Indonésia, simultaneamente a chuvas torrenciais e inundações em nações como Peru e Equador.
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