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Satélite registra 'paredes de água': as maiores ondas em alto mar já medidas do espaço

Fenômeno ocorreu durante a tempestade Eddie, no Pacífico Norte, em dezembro de 2024, e foi captado pelo satélite SWOT

28 mai 2026 - 15h43
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Resumo
Satélite SWOT registrou em 2024 a maior onda de mar aberto já medida, de 19,7 metros, durante a tempestade Eddie no Pacífico Norte, fornecendo dados que aprimoram modelos oceânicos e a compreensão de fenômenos extremos.
Fenômeno ocorreu durante a tempestade Eddie, no Pacífico Norte, em dezembro de 2024, e foi captado pelo satélite SWOT
Fenômeno ocorreu durante a tempestade Eddie, no Pacífico Norte, em dezembro de 2024, e foi captado pelo satélite SWOT
Foto: Freepik

Um satélite da Nasa e da agência espacial francesa CNES registrou a maior onda já medida por satélite em mar aberto: 19,7 metros de altura, equivalente a um prédio de seis andares. 

O fenômeno ocorreu durante a tempestade Eddie, no Pacífico Norte, em dezembro de 2024, e foi captado pelo satélite SWOT em uma região distante da costa, onde medições precisas raramente são feitas por boias ou navios.

A missão, nomeada de SWOT, parceria entre Nasa e CNES, consegue mapear a superfície dos oceanos em duas dimensões, registrando altura, comprimento e direção das ondas. 

O estudo, liderado pelo oceanógrafo Fabrice Ardhuin e publicado em 2025 na revista PNAS, revelou novos detalhes sobre como o oceano transporta energia em escala global. 

Os pesquisadores destacaram que os 19,7 metros representam a chamada 'altura significativa' das ondas, enquanto estimativas de cristas individuais poderiam ter alcançado 35 metros.

Antes do SWOT, nenhum dos cerca de 15 satélites usados desde 1991 havia registrado ondas acima de 18,5 metros, principalmente porque passavam longe do centro das tempestades. 

No caso de Eddie, o satélite cruzou justamente o ponto mais intenso do sistema. O ciclone extratropical provocou mortes e danos em áreas da costa americana, do Canadá ao Peru, além de gerar as ondas gigantes ligadas à tradicional competição de surfe Eddie, no Havaí.

Tremor de terra de magnitude 3,3 atinge litoral do Rio de Janeiro:

Os cientistas também observaram que as ondas produzidas pela tempestade se transformaram em marulhos capazes de viajar cerca de 24 mil quilômetros, atravessando a Passagem de Drake e chegando ao Atlântico Tropical semanas depois. Os dados ajudaram ainda a corrigir modelos oceânicos que superestimavam em até 20 vezes a energia transportada por ondas longas, permitindo o desenvolvimento de previsões mais precisas para eventos extremos.

Segundo os pesquisadores, entender melhor a formação dessas ondas é essencial para a segurança de navios, plataformas offshore, portos e cabos submarinos. A Agência Espacial Europeia destacou que marulhos, que são ondulações capazes de viajar grandes distâncias depois que o temporal se dissipa, e podem carregar energia de tempestades por enormes distâncias, mesmo sem que o sistema toque terra.

Agora, a equipe investiga se megatempestades como Eddie podem estar relacionadas às mudanças climáticas, já que oceanos mais quentes armazenam mais energia e favorecem tempestades e ondas extremas.

Fonte: Portal Terra
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