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Entenda a diferença entre El Niño e La Niña e como afetam o clima

Fenômenos alteram os padrões de temperatura e chuvas de formas opostas; enquanto um aquece o Pacífico, o outro resfria

29 mai 2026 - 11h44
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La Niña é um fenômeno que altera padrões de chuva e temperatura em várias partes do planeta.
La Niña é um fenômeno que altera padrões de chuva e temperatura em várias partes do planeta.
Foto: Sergio Neves/Estadão - 11/11/2025 / Estadão

O El Niño e o La Niña são fenômenos climáticos e oceânicos que ocorrem no Oceano Pacífico Equatorial e causam impactos significativos em todo o planeta. Embora façam parte do mesmo ciclo, conhecido como ENOS (El Niño Oscilação Sul), eles apresentam características e efeitos opostos na distribuição de chuvas e nas temperaturas médias da Terra.

O que é o El Niño

O El Niño é a fase quente do ciclo. Ele é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Pacífico central e oriental. Durante a sua ocorrência, os ventos alísios — que normalmente sopram de leste para oeste — enfraquecem ou mudam de direção, permitindo que a água quente se espalhe em direção à costa da América do Sul.

Esse aquecimento altera a circulação atmosférica global. De acordo com a Agência de Atmosfera e Oceanos dos EUA (NOAA), o El Niño tende a aumentar as temperaturas globais, contribuindo para recordes de calor.

O que é o La Niña

O La Niña representa o oposto: a fase fria do ciclo. O fenômeno ocorre quando os ventos alísios sopram com mais intensidade do que o normal, provocando o resfriamento anormal das águas do Pacífico Equatorial. Diferente do seu oposto, o La Niña atua para reduzir as temperaturas médias globais.

Historicamente, eventos de El Niño têm duração média de nove a 12 meses, podendo se estender. Já o La Niña costuma durar menos, em geral até 12 meses.

Impactos opostos no Brasil

No território brasileiro, os dois fenômenos provocam efeitos contrastantes, dependendo da região geográfica:

  • Norte e Nordeste: O El Niño inibe a formação de nuvens, resultando em secas severas e temperaturas elevadas. Já o La Niña costuma causar chuvas intensas nestas regiões.
  • Sul e Sudeste: O El Niño bloqueia frentes frias e aumenta o volume de precipitações, elevando o risco de enchentes, especialmente na Região Sul. O La Niña, por outro lado, provoca secas no Sul do País.

Efeitos na agricultura

As variações decorrentes do ENOS impactam diretamente a produção de culturas como soja e milho. Durante o El Niño, a escassez de chuvas em algumas regiões pode levar à seca e à redução da produtividade. Em contrapartida, durante o La Niña, as chuvas mais intensas podem prejudicar a qualidade das safras e atrasar a colheita.

Fonte: TerrAI Texto gerado com ajuda de Inteligência Artificial a partir do acervo do Terra e editado pelo nosso time de jornalistas.
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