Prepare o bolso no supermercado: El Niño pressiona o preço do café, açúcar e cacau e a alta nos alimentos pode chegar a 9,5% com o impacto do clima extremo em lavouras no Brasil
Chuvas irregulares e temperaturas mais altas ameaçam importantes culturas brasileiras e podem chegar ao bolso do consumidor
O avanço do fenômeno El Niño ameaça safras agrícolas no Brasil e pressiona as cotações de itens como café, açúcar e cacau com o risco climático. O excesso de chuvas afeta o calendário, a secagem e a qualidade dos grãos de café, além de colocar em alerta culturas básicas como arroz e feijão. Como consequência desses impactos extremos nas lavouras, projeções indicam que a inflação de alimentos nos domicílios brasileiros pode subir entre 7,5% e 9,5% em 2027.
O El Niño já começa a influenciar as expectativas para os preços agrícolas, mesmo antes de atingir seu possível auge. A perspectiva de um fenômeno forte aumenta a preocupação com as próximas safras e leva o mercado a incorporar um chamado prêmio de risco climático nas cotações de produtos como café, açúcar e cacau.
Projeções citadas pelo O Globo apontam que a inflação dos alimentos consumidos nos domicílios brasileiros pode ficar entre 7,5% e 9,5% em 2027, caso os efeitos climáticos previstos se confirmem.
Café pode sentir os efeitos de alteração do clima
O café brasileiro está entre os produtos que podem sofrer com as alterações provocadas pelo clima. Chuvas acima do padrão em áreas produtoras podem atrasar a colheita, dificultar a secagem dos grãos e aumentar o risco de fermentação.
A umidade também pode antecipar a floração dos cafeeiros em regiões produtoras de Minas Gerais, São Paulo e Bahia, alterando o calendário da cultura.
Segundo Carolina Giraldo, analista sênior de agronegócio da StoneX, em um levantamento citado pelo O Globo, o mercado já considera o risco de que um El Niño forte coincida com fases importantes do desenvolvimento das plantas.
Além da quantidade produzida, alterações nas condições de colheita e secagem também podem afetar a qualidade dos grãos, especialmente no segmento de cafés especiais.
Arroz, feijão e milho também entram na conta
A mudança no regime de chuvas também pode afetar alguns alimentos consumidos diariamente pelos brasileiros.
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