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Como fazer um carnaval mais sustentável? Especialistas debatem no SPIW nas periferias

'Temos que falar de sustentabilidade o ano inteiro, e para todos', disse Dêmis Roberto, vice-presidente da União das Escolas de Samba de São Paulo (UESP); Side Events do São Paulo Innovation Week acontecem neste fim de semana

19 mai 2026 - 17h01
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O CEU Papa Francisco, na zona leste de São Paulo, foi palco de um debate sobre carnaval sustentável neste domingo, 17. A conversa entre Diego Carbonell, Dêmis Roberto, Lúcia Helena e Osmário Ferreira integra os Side Events do São Paulo Innovation Week (SPIW), festival de inovação e empreendedorismo promovido pelo Estadão em parceria com a Base Eventos.

Neste fim de semana, quatro Centros Educacionais Unificados (CEUs) de São Paulo recebem os eventos paralelos do SPIW, com a proposta de aproximar debates sobre tecnologia, cultura, inovação e futuro das periferias paulistanas, ocupando espaços que já funcionam como polos comunitários de educação, convivência e produção cultural.

No painel sobre carnaval sustentável, os palestrantes passaram por temas como preservação do patrimônio cultural, inovação, educação, economia circular e transformação social. Para Lúcia Helena, diretora cultural da Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo (Liga SP), é necessário desmistificar e descomplicar o tema da sustentabilidade, geralmente restrito a debates técnicos. Nesse sentido, o carnaval tem sido um veículo que leva o assunto à sociedade, a exemplo do projeto Carnaval Sustentável SP.

A iniciativa busca estruturar ações ambientais e sociais dentro das escolas de samba e blocos carnavalescos da capital. Em parceria com a Prefeitura e o Senai, estão sendo promovidas práticas de sustentabilidade antes, durante e depois da festa, com treinamentos de economia circular e mais propostas.

Dêmis Roberto, vice-presidente da União das Escolas de Samba de São Paulo (UESP), destaca que soluções de sustentabilidade devem ser pensadas desde o momento em que um carnavalesco começa a desenhar o projeto de um desfile. Isso, então, será levado para toda a cadeia produtiva do carnaval - aderecistas, costureiras, soldadores, escultores e todos os diversos profissionais envolvidos na festa devem ser orientados sobre o descarte e reaproveitamento de materiais. "Temos que falar de sustentabilidade o ano inteiro, e para todos", ressalta Roberto.

"A cidade de São Paulo produz 15 mil toneladas de resíduos sólidos diariamente", lembra Osmário Ferreira, Secretário Executivo de Limpeza Urbana (SELIMP) de São Paulo. No carnaval, há milhões de pessoas nas ruas, com blocos de carnaval e polos de desfiles, somando aos fluxos diários de resíduos. "Você faz carnaval com educação ambiental, faz gestão de resíduos com educação ambiental, mas nada disso funciona sem o envolvimento coletivo. É preciso integrar o ecossistema formado por folião, folia e meio ambiente", ressalta Ferreira.

Segundo Dêmis Roberto, o carnaval de base, feito pelos bairros, sempre fez o reaproveitamento de materiais - não por consciência, mas por necessidade. Em agremiações como as que integram a UESP, que estão fora dos grupos especiais, a reciclagem tem a ver com a falta de recursos. Isso acaba alimentando a criatividade. O objetivo é alinhar essas ações que já existem à conscientização quanto à sustentabilidade.

"Estamos plantando uma semente que pode não ser colhida pela nossa geração, mas que seja colhida pelas próximas. Só temos esse planeta", diz.

No CEU Papa Francisco, o foco dos Side Events foi tecnologia e novos mercados de trabalho. O dia começou com uma palestra do especialista em inteligência artificial Gustavo Torrente sobre carreiras em tecnologia em 2026.

Além de apresentar os caminhos mais promissores de atuação na área, Torrente explorou a necessidade de refinamento do uso da IAs no cotidiano - considerando o contexto atual em que modelos generativos podem ser usados como ferramenta de otimização nas mais diferentes atividades, pessoais ou profissionais. O especialista ainda alertou sobre efeitos negativos do uso de IA, como a chamada atrofia cognitiva, e o fenômeno dos deepfakes.

Estadão
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