Cachorro ‘ilhado’ em mangue é resgatado após 6 dias desaparecido no litoral de SP
Devido a alta do Rio Ribeira, em Iguape, Max ficou preso em meio ao mangue. Tutores entraram na água para resgatá-lo
O golden retriever Max foi resgatado em um mangue após ficar seis dias desaparecido em Iguape, no litoral de São Paulo. Ao Terra, a tutora Aline Moratto, de 27 anos, contou que chegou a perder a esperança de encontrá-lo vivo após quase uma semana de procura. Um vídeo do momento do resgate mostra o animal somente com a cabeça para fora da água.
Max tem quatro anos e sumiu na tarde ensolarada do último dia 30. A tutora saiu para levar o marido, Jeferson Aquino, até a rodoviária e ambos acharam que o portão estava trancado, mas estava só encostado. No entanto, os cachorros conseguiram abri-lo, e escaparam para a rua. Na volta, os vizinhos informaram que conseguiram pegar quatro dos cinco cães.
“Ele ficou na rua, porque ele é grande, acho que ficaram assustados [com o tamanho], apesar de ele ser um cachorro muito dócil. Eu tive a informação que uma pessoa passou e ameaçou ele com um chinelo, se eu não me engano, e aí ele correu. Ele tem muito medo”, relembra.
A partir desse momento, começou uma intensa busca pelo paradeiro de Max. Naquela mesma noite, a região foi tomada por uma intensa chuva, que causou a subida em oito metros do Rio Ribeira, e dificultou a procura por ele. Aline teve a informação de que o pet estava em uma área de mata, foi até o local apontado, mas não conseguiu encontrá-lo.
Fim da angústia
Aline conta que ficou quase uma semana sem comer ou dormir direito, só pensando onde Max poderia estar. Chegou a perguntar ao marido sobre a hipótese do cão já estar sem vida. No último domingo, 5, após vários dias de procura, o casal foi para a mesma região de mata, conhecida por Rocio, para levar comida para alguns cachorros. Enquanto o casal estava no local, a personal trainer ouviu o latido de Max.
“Acredito que foi Deus mesmo que guiou a gente até lá, porque nós não íamos lá nesse dia, nem nessa hora. E ele latiu e a gente começou a chamar e ele começou a responder”, salienta. O cunhado dela e o esposo entraram em meio a mata e encontraram o cachorro ilhado, somente com a cabeça para fora da água.
Nas imagens, é possível ver os dois levando o pet em meio às águas, até Aline, que esperava ansiosa para o reencontro, que foi emocionante. Ela acredita que ele tenha entrado naquela região quando ainda não havia água, antes da chuva.
“Minha intuição sempre disse que ele estava nesse lugar. Eu só acreditei que era ele mesmo quando eu peguei ele no colo. Eu tenho ele e mais cinco, que são tudo que eu tenho na vida. Eu poderia estar numa mansão gigante aqui, se não tivesse eles, nada faria sentido”, finaliza.
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