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Jogos Milão-Cortina prometem legado verde para evitar 'catedrais no deserto'

Apesar disso, ambientalistas questionam instalações como pista de bobsled

5 fev 2026 - 12h24
(atualizado às 13h35)
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Serão exatamente 116 as medalhas de ouro distribuídas aos novos campeões nas Olimpíadas de Milão-Cortina d'Ampezzo, mas uma das mais importantes pode ficar faltando: a da sustentabilidade.

Pista de bobsled de Cortina d'Ampezzo é a instalação mais controversa dos Jogos de Inverno
Pista de bobsled de Cortina d'Ampezzo é a instalação mais controversa dos Jogos de Inverno
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Os organizadores prometeram "os primeiros Jogos com impacto zero", porém os ambientalistas não têm dúvidas e já falam em "Olimpíadas insustentáveis".

No dossiê de candidatura, o desafio "verde" foi indicado como eixo central do megaevento, prometendo um "modelo de sustentabilidade econômica, social e ambiental" e um "legado positivo para as futuras gerações".

Tudo isso se concretizaria por meio de projetos de compensação certificados, da utilização de infraestruturas preexistentes e temporárias, da estratégia "zero resíduos" e, por fim, de uma herança verde para o turismo e a mobilidade. "Não criaremos catedrais no deserto", prometeu o governador da região da Lombardia, Attilio Fontana, no começo dos preparativos.

Quanto ao impacto ambiental das infraestruturas, a situação varia de local para local. Em Anterselva, no Alto Ádige, o estádio de biatlo existente foi modernizado e já recebeu uma série de competições internacionais, enquanto o vale ganhou cerca de 28 milhões de euros em investimentos públicos.

Agora chamado Olympic Arena Sudtirol Alto Adige, o estádio aposta na autossuficiência energética, com 5,5 mil metros quadrados de painéis fotovoltaicos. No Trentino, no Val di Fiemme, que sediará o esqui cross-country e o salto de esqui, também não foram construídas novas instalações "do zero", mas os trampolins e o centro que recebe as competições de fundo foram reformados.

Já em Cortina d'Ampezzo, a "pérola das Dolomitas", a situação é diferente. A nova pista de luge e bobsled é motivo de controvérsia devido à derrubada de árvores centenárias para dar lugar à instalação, construída rapidamente, mas com um impacto notável na natureza.

Em Milão, que será o centro nevrálgico dos Jogos, inclusive para o tráfego, estão sendo usadas sobretudo estruturas preexistentes. Ainda assim, não faltaram críticas relacionadas à Vila Olímpica e à novíssima Arena Santa Giulia, inaugurada em cima da hora para receber as competições de hóquei no gelo.

No que diz respeito aos resíduos, os organizadores apostam na economia circular. Isso significa redução, reutilização e reciclagem em todas as fases de preparação e realização do evento, o que se traduzirá em pratos e talheres de plástico biodegradável e na ausência de sachês de açúcar, ketchup ou geleias, substituídos por dispensadores recarregáveis.

No entanto, se o legado de Milão-Cortina será realmente "verde", sem "catedrais no deserto", só se verá daqui a alguns anos.

Ansa - Brasil
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