Entenda o que é a 'bola de fogo' que iluminou o céu do Japão
Especialista explica fenômeno raro e aleatório que chamou atenção no mundo todo
Uma "bola de fogo" que iluminou o céu do Japão foi identificada como um bólido, um meteoro extremamente brilhante, resultado da entrada de grandes rochas espaciais na atmosfera a alta velocidade, causando luminosidade intensa.
Nesta semana, uma "bola de fogo" cruzou o céu na cidade de Kumamoto, no Japão, gerando um intenso clarão, além de um grande estrondo. Câmeras de segurança flagraram a noite se transformar em dia por alguns instantes. Mas, embora pareça algo de outro mundo, há uma explicação científica para o fenômeno raro e aleatório que assustou moradores e chamou a atenção do mundo.
Receba as principais notícias direto no WhatsApp! Inscreva-se no canal do Terra
"Esse objeto pode ser chamado de bólido. Ele nada mais é do que um meteoro mais brilhante que Vênus, por isso recebe essa nomenclatura diferente", explicou Marcelo de Cicco, cientista planetário e coordenador do projeto de pesquisas de meteoros Exoss, em parceria com o Observatório Nacional.
Segundo o especialista, este fenômeno astronômico é muitas vezes acompanhado de um estrondo e de uma explosão causadas pela desintegração do objeto ao chocar com a atmosfera terrestre em alta velocidade e a temperaturas diferentes.
A principal diferença entre bólidos e meteoros é a intensidade do brilho. Um bólido é apenas um meteoro que é excepcionalmente luminoso, seja pelo seu tamanho, composição ou trajetória. Portanto, todo bólido é um meteoro, mas nem todo meteoro é um bólido.
"Eu inclusive caracterizaria o fenômeno recente como um superbólido", afirmou Marcelo ao Terra. "A origem dos bólidos é variada, podendo vir de alguns asteroides ou de alguns cometas", completou.
8月19日23時過ぎに熊本市北区で目撃した火球。
そういえば運転中だからドラレコ撮れてるかもと思って確認したら思いの外しっかり撮れてた。#火球 pic.twitter.com/fPefaylHE1
— marupeke (@marubatu7) August 19, 2025
Apesar do brilho e do tamanho, visível a quilômetros de distância, os bólidos normalmente não causam danos consideráveis aos locais em que caem. Em raras exceções, com a onda de choque e a energia liberada por sua explosão atmosférica, podem quebrar janelas e ferir pessoas a centenas de quilômetros de distância, como o que aconteceu em Chelyabinsk, na Rússia, em 2013.