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Equipes F1 2021: Williams – Sonhando com dias melhores

No primeiro ano completo sob nova direção, a Williams se consolida e pensa em dias melhores, mesmo com a perda de seu fundador

7 jan 2022 07h30
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Williams e George Russell: em 2021, o sol brilhou algumas vezes
Williams e George Russell: em 2021, o sol brilhou algumas vezes
Foto: Williams F1

Carro: Williams FW43B
Motor: Mercedes AMG F1 M12 E Performance
Diretor Técnico: Doug McKiernan / François-Xavier Demaison
Chefe de Equipe: Dave Robson / Jost Capito
Pilotos: George Russell e Nicholas Latifi
Pontuação: 23 pontos (8º lugar)

A Williams chegou a 2021 como mais um ano de reconstrução. Após ter entrado em nova direção com a venda do controle acionário para o fundo de investimento americano Dorilton Capital e o afastamento da família do comando, o time buscava consolidar a mudança feita até então.

Jost Capito, ex-Ford e Volkswagen, foi contratado como CEO e iniciou um trabalho firme de reestruturação interna. Para ajudar, trouxe muita gente que era da divisão esportiva da Volks, além de Jenson Button como Consultor. O objetivo era preparar o futuro do time e avançar um pouco mais nos resultados, estreitando ainda mais os laços com a Mercedes.

O time usaria uma versão revisada do FW43 de 2020, que era uma evolução do FW42. O planejamento da Williams era focado no novo regulamento e o acordo de usar o carro de 2020 com algumas alterações acabou por um lado amarrando as ideias, embora desse um refresco financeiro. Os novos controladores agradeciam, pois haviam injetado cerca de 100 milhões de libras no time entre pagamento de dívidas e investimentos.

A equipe técnica optou por usar um dos dois pacotes de desenvolvimento no aerofólio dianteiro. Outras mexidas foram feitas para se adaptar ao novo regulamento. A equipe tinha feito um avanço notável em 2020, mas ainda precisava gerar apoio aerodinâmico para tentar andar mais próxima do pelotão intermediário. Deliberadamente, a Williams escolheu priorizar circuitos de alta/média velocidade para conseguir este objetivo.

Mesmo com atualizações feitas no assoalho trazidas a tempo de Portugal e França, a gestão de pneus ainda foi um problema, prejudicando Latifi e Russell nas corridas. Mas nos treinos, a Williams foi mais efetiva, conseguindo alcançar o Q2 com mais constância e até mesmo o Q3 (Áustria, Bélgica e Rússia). Ok, as entradas na Bélgica e Rússia foram um tanto circunstanciais. Mas, diante da situação do time até algum tempo atrás, era simplesmente chegar ao paraíso.

Mais um ano, George Russell foi o esteio do time. O inglês ia para sua terceira temporada como titular e dava as cartas. A Williams rodou ao seu redor e foi emocionante ver a comemoração de todos pelo desempenho na Bélgica. Por muito pouco não ficou com a pole e, mesmo com a “não-corrida”, foi tocante como todos vibraram quando houve o pódio. Talvez este tenha sido a melhor imagem de Spa-Francorchamps. Terá a provar sua capacidade ao ser alçado à Mercedes.

Nicholas Latifi seguiu no seu espaço. Em seu segundo ano, o canadense foi suplantado por seu companheiro. Entretanto, em corrida, conseguiu andar mais próximo de Russell e marcou seus primeiros pontos na categoria na Hungria, chegando em 7, imediatamente à frente de seu flamante par. Embora tenha sido marcado pela batida em Abu Dhabi, Latifi cresceu como piloto e a Williams o vê como um piloto confiável e querido pelo time. Claro que ajuda no orçamento (sua família acabou sendo um dos fatores que ajudaram o time a sobreviver em 2020), mas não comprometeu. Não à toa que segue para mais um ano.  

A Williams vem para 2022 com o objetivo de dar mais um passo no seu processo de reestruturação. Para o lugar de Russell, trouxe de volta para a F1, Alex Albon, com o apoio da Red Bull. Do lado técnico, os laços com a Mercedes se estreitarão mais ainda, com o time tendo, além da unidade de potência, câmbio e parte hidráulica. Os elementos vão se juntando para, quem sabe, a equipe voltar aos dias de glória (negociações com a VW à vista?). Desde 2020, o foco dos trabalhos foi o novo regulamento. Chegou o momento de colocar na pista o esforço de tanto tempo.

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