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Como Alonso mudou seu estilo para ganhar títulos na F1

Além de ter um ótimo carro à disposição, Alonso mudou seu estilo de direção para fazer os pneus funcionarem melhor e ter vantagem na F1

6 abr 2023 - 12h06
(atualizado às 12h07)
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Fernando Alonso e o Renault RS25 em Abu Dhabi 2020. Um dos conjuntos mais matadores da F1 funcionou pois o espanhol foi bem efetivo
Fernando Alonso e o Renault RS25 em Abu Dhabi 2020. Um dos conjuntos mais matadores da F1 funcionou pois o espanhol foi bem efetivo
Foto: Renault / Divulgação

Quando ganhou seus títulos na F1 em 2005 e 2006, Fernando Alonso mostrou um estilo de pilotagem insólito até então. Ele usava ângulos de direção muito grandes para poder gerir as temperaturas dos pneus dianteiros da melhor forma.

O amigo Mirko Bartolozzi, dono do perfil F1 Data Analysis, se debruçou sobre o assunto e trouxe uma visão técnica do tema, que trazemos aqui com a devida autorização do autor.

Para entender isso, temos que voltar no tempo. Para a temporada de 2005, a FIA mudou os regulamentos e os pneus tinham que ser os mesmos para a qualificação e a corrida. Diante da proibição das paradas de box, Michelin e Bridgestone endureceram os compostos para que pudessem durar este período.

Isso resolvia a questão da corrida, mas criava um grande problema para fazer os pneus chegarem a um ponto razoável de uso nos treinos. Àquela altura, a Renault usava os pneus Michelin e já tinha um bom resultado de tração.

Mas com a introdução do amortecedor de massa, o que era bom, ficou melhor.  Basicamente, era um bloco ligado ao chassi através de uma mola e compensava a oscilação do carro quando este passava em zebras e ondulações.

Esquema com simulação do amortecedor de massa, que foi um grande diferencial da Renault em 2005 e 2006
Esquema com simulação do amortecedor de massa, que foi um grande diferencial da Renault em 2005 e 2006
Foto: F1 Data Analysis / Twitter

Pelas características, quando a aderência traseira é maior do que a dianteira, o carro saí de traseira. Aí, os pneus dianteiros deslizam mais do que os traseiros, fazendo o carro ter uma trajetória mais aberta das curvas. Assim, quando chega na saída da curva, a transferência de carga longitudinal acaba piorando a situação como as cargas verticais sobre os pneus traseiros.

Mas Alonso achou uma maneira de transformar isso em uma vantagem: ele abordava a curva normalmente. Então virava o volante de maneira bem agressiva bem antes do apex da curva, levando o carro a deslizar mais na frente.

A explicação do estilo de Alonso de abordar curvas e manter as temperaturas de pneu...
A explicação do estilo de Alonso de abordar curvas e manter as temperaturas de pneu...
Foto: F1 Data Analysis / Twitter

Fazendo isso, ele conseguia aumentar muito a temperatura dos pneus dianteiros. Quanto maior o anglo de deslize, maior a potência térmica gerada. Esta técnica era usada principalmente em baixas velocidades, quando a pressão aerodinâmica era menor. Como o desgaste era considerável, controlar a temperatura dos pneus era algo bem crítico.

As características dos Michelin, que tinham uma construção mais rígida do que os Bridgestone (para compensar os compostos ligeiramente mais macios), ajudaram a potencializar este estilo de condução, que não foi mais visto depois de 2006, justamente pelo fato dos franceses terem saído da F1 e os pneus japoneses foram usados por todos.

Para ver o fio original clique aqui

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