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Por que o Jeep Compass seguirá imbatível entre SUVs médios

Com 50% das vendas em versões a diesel e ⅔ dos negócios nas vendas diretas, Compass não teme a chegada de VW Taos e Toyota Corolla Cross

7 out 2020
10h13
atualizado às 12h35
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Jeep Compass: 50% das vendas são de versões a diesel e 2/3 na modalidade venda direta.
Jeep Compass: 50% das vendas são de versões a diesel e 2/3 na modalidade venda direta.
Foto: FCA / Divulgação

Os últimos meses têm mostrado um consistente ataque contra a liderança da Jeep no mercado brasileiro de SUVs. O bombardeio veio de todos os lados. Na categoria de SUVs compactos, o Jeep Renegade precisou se defender de pelo menos quatro ofensivas da concorrência: Renault Duster, Chevrolet Tracker, Volkswagen T-Cross e VW Nivus. O Mitsubishi ASX foi rebatizado de Outlander Sport. Se não bastasse, ainda encarou as séries especiais do Nissan Kicks e do Citroën Cactus. A reação do Renegade foi o lançamento da versão Moab a diesel. Na categoria de SUVs médios, o ataque ao Jeep Compass está apenas começando.

Primeiro veio o Chevrolet Equinox do México. Depois chegou o Ford Territory, direto da China. Agora a Volkswagen anuncia a fabricação do Taos na Argentina. E para breve está previsto o lançamento do Toyota Corolla Cross nacional. Se o ataque das rivais americanas Chevrolet e Ford (com a dupla de importados Equinox e Territory) não tirou o sono da Jeep, a chegada do Taos e do Corolla Cross coloca a batalha em outro patamar. Dessa vez, finalmente o Jeep Compass será realmente ameaçado seu poder. Mas, sem querer desanimar quem deseja ver sangue correndo pelas ruas, o Compass tem uma estratégia que vai mantê-lo na hegemonia ainda por algum tempo.

Tração 4x4 e motor a diesel: ninguém tem essa combinação em carros feitos no Brasil.
Tração 4x4 e motor a diesel: ninguém tem essa combinação em carros feitos no Brasil.
Foto: FCA / Divulgação

A estratégia são as vendas diretas. Elas representam ⅔ das vendas da Jeep no Brasil. Muitas marcas reclamam que as vendas diretas não são lucrativas. Não é o caso da Jeep. Segundo Tania Silvestri, diretora da Marca Jeep na FCA da América Latina, somente as vendas para PcD não são lucrativas. Elas representaram cerca de 20% das vendas diretas da Jeep. Já as grandes locadoras de automóveis respondem por algo entre 10% e 15% das vendas. Os outros 65% ou 70% são vendas feitas para autônomos, micro-empresários e produtores rurais.

Na visão da Jeep, as vendas para as locadoras têm um duplo valor. “Para a Jeep é uma venda saudável e é importantíssima, pois promove test-drives e conhecimento do produto”, afirma Tania. A principal estratégia, entretanto, se refere às vendas diretas para pequenos negócios, chapéu no qual estão representados os profissionais autônomos, micro-empresários e produtores rurais.

Compass 4x2 flex: em breve, novo motor 1.3 turbo flex com mais potência e menor consumo.
Compass 4x2 flex: em breve, novo motor 1.3 turbo flex com mais potência e menor consumo.
Foto: FCA / Divulgação

Para além dessa estratégia, que tem mantido a Jeep na frente da concorrência desde 2016, a marca americana tem outros trunfos na manga. Um deles não poderá ser atacado pelos modelos da Chevrolet, Volkswagen, Ford, Renault ou Toyota: o motor a diesel. Tanto o Renegade quanto o Compass têm várias versões com motor 2.0 turbo diesel e tração 4x4. Segundo Everton  Kurdejac, diretor de vendas da Jeep, 50% das vendas do Compass são de versões a diesel. Nenhuma outra montadora aposta nesse nicho de mercado. “Temos sentido uma tendência do consumidor na procura de carros mais especificados, como o diesel e a versão S-Design”, acrescenta Tania Silvestri.

No caso dos novos rivais do Jeep Compass, o Volkswagen Taos e o Toyota Corolla Cross, que terão um bom volume de produção, há pouco a temer. O Taos terá opção apenas de motor 1.4 turbo flex de 150 cv de potência. Para combatê-lo, a Jeep dotará o Compass de um motor 1.3 turbo flex de pelo menos 180 cv já na linha 2022. O Corolla Cross provavelmente vai inaugurar o motor híbrido no segmento de SUVs médios. Nesse caso, a Jeep vai se defender com o Compass híbrido que será importado da Europa. 

Jeep Renegade Moab: desconto de R$ 7.000 na nova versão de entrada a diesel.
Jeep Renegade Moab: desconto de R$ 7.000 na nova versão de entrada a diesel.
Foto: FCA / Divulgação

Para além disso, a Jeep vai ganhar em breve mais um modelo fabricado no Brasil. Será um SUV 7 lugares para brigar com modelos como o Caoa Chery Tiggo 8 e o Mitsubishi Outlander. Este novo carro vai aliviar um pouco a vida do Compass, que atualmente defende o segmento B+, o segmento C inteiro e até o segmento D de entrada com sua vasta gama de versões. Diante de todo esse cenário, nada indica que a Jeep vai perder a liderança da categoria de SUVs médios num futuro próximo. 

A cada cinco utilitários esportivos vendidos no Brasil, um é da Jeep. As vendas da marca caíram 20% em 2020, mas a queda do mercado foi maior: 33%. Em setembro, porém, enquanto o mercado recuou 11%, a Jeep avançou 10%, com vendas superiores às de setembro de 2019. Nesta quarta-feira (7), a Jeep dá mais uma demonstração de força no campo de batalha com o evento Brasil Challenge, um reality show que mostrará a usabilidade dos modelos e terá como atração um desconto de R$ 7.000 no Renegade Moab, nova versão de entrada a diesel.

Terceiro modelo da Jeep será o mais sofisticado feito no Brasil

Equipado exclusivamente com motores turbo e, segundo a FCA, com muitas novidades, o modelo de sete lugares será o maior, mais premium e sofisticado produzido no país. O novo carro está sendo desenvolvido desde o início totalmente no Brasil (é o único Sport Utility Vehicle do segmento D, ou seja SUVs grandes, projetado no país), mas tem conceito global e será exportado também para outros países latino-americanos. O lançamento será no segundo semestre de 2021. 

“O nosso SUV de sete lugares chegará com espaço interno para toda a família para completar a gama Jeep por aqui, que já conta com os nacionais Renegade e Compass e os importados Wrangler e Grand Cherokee", afirma Alexandre Aquino, gerente-sênior do Brand Jeep para a América Latina. "Não temos dúvida de que será mais um sucesso da marca. Vamos estender a nossa liderança para a categoria D dos SUVs e esse lançamento é um dos passos para a renovação da nossa gama aqui no Brasil.”

Guia do Carro
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