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Hyundai e Caoa Chery sobem 3 posições no ranking de marcas

Além da Hyundai e da Caoa Chery, só a Volvo subiu no ranking da Fenabrave (duas posições). Veja quem caiu para as três marcas subirem

7 jan 2021
12h46
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Caoa Chery Arrizo 6: uma das novidades da marca, que praticamente manteve as vendas pré-pandemia.
Caoa Chery Arrizo 6: uma das novidades da marca, que praticamente manteve as vendas pré-pandemia.
Foto: Sergio Quintanilha / Guia do Carro

O ano de 2020 foi muito difícil para todas as marcas de automóveis no Brasil. Mesmo assim, três marcas aproveitaram a crise gerada pela pandemia de coronavírus para ganhar posições no ranking da Fenabrave. Destaque para a coreana Hyundai e para a sino-brasileira Caoa Chery, que subiram três posições. Além delas, a sueca Volvo ganhou duas posições.

A Hyundai pulou do 7º para o 4º lugar no ranking, uma posição espetacular num mercado tão competitivo como o brasileiro. A Caoa Chery passou do 14º para o 11º lugar, liderando o segundo pelotão entre as top 20 marcas de carro do Brasil. Já a Volvo subiu de 19º para 17º lugar.

Entretanto, em termos de volume, num ano em que todas as marcas tiveram perdas, só a Caoa Chery e a Volvo têm reais motivos para comemorar. Devido ao lançamento de novos produtos, como o sedã médio Arrizo 6 e o SUV de sete lugares Tiggo 8, a Caoa Chery manteve seu volume na casa das 20 mil unidades, com apenas 93 carros a menos do que em 2019. A marca também fez modificações de conteúdo, introduzindo o câmbio CVT de 9 marchas no Arrizo 5 e nova central multimídia no Tiggo 5X e Tiggo 7, além de uma leve mudança visual.

Hyundai Creta Smart Plus: nova versão do SUV compacto lançada em 2020.
Hyundai Creta Smart Plus: nova versão do SUV compacto lançada em 2020.
Foto: Sergio Quintanilha / Guia do Carro

A Volvo também conseguiu se manter na casa alta das 7 mil unidades, ou seja, mais próxima das 8 mil, pois perdeu apenas 214 unidades em relação ao ano anterior. No caso da Volvo, a estratégia foi focar nos carros híbridos plug-in, trazendo o XC40 para o segmento de SUVs premium compactos. Deu certo, pois a marca cresceu mais de três vezes em vendas de veículos híbridos, alcançando 3,2 mil unidades comercializadas no Brasil.

Já a Hyundai vendeu 40 mil unidades a menos, que foi a menor perda entre as top 7 marcas. Mesmo assim, foi um ano estrategicamente positivo para a Hyundai, que recuperou as vendas do hatchback HB20 e o manteve como vice-campeão nacional de vendas, após intensa batalha com o Chevrolet Onix Plus, que ficou logo atrás. A Hyundai também apostou em uma nova versão para o Creta, a Smart Plus.

P.
2020
P.
2019
 MARCA     VENDAS
2020
VENDAS
2019
DIF.
1º     CHEVROLET 338.549 475.684 -137.135
VOLKSWAGEN 327.683 414.481 -86.798
3º  3º  FIAT 321.836 366.135 -44.299
HYUNDAI  167.443 207.656 -40.213
FORD 139.255 218.527 -79.272
TOYOTA 137.876 215.681 -77.805
RENAULT 131.624 239.227 -107.603
JEEP 110.159 129.463 -19.304
HONDA  84.122 129.118 -44.996
10º  10º NISSAN 61.005 96.083 -35.078
11º  14º CAOA CHERY 20.089 20.182 -93
12º 12º  MITSUBISHI 17.317 21.881 -4.564
13º 13º  PEUGEOT 13.477 21.612 -8.135
14º 11º CITROËN 13.476  26.513 -13.037
15º 15º BMW 12.429  13.142 -713
16º 16º MERCEDES 9.188 12.206 -3.018
17º 19º VOLVO 7.701 7.915 -214
18º 18º  AUDI  6.953 8.707 -1.754
19º 17º KIA 5.981 9.274 -3.293
20º 20º  LAND ROVER 4.620 5.875 -1.255

Quando uma marca sobe, outra desce. Por isso, este ano, três subiram e três caíram: Renault, Citroën e Kia. A Renault desceu do 4º lugar para 7º, sendo ultrapassada por Hyundai, Ford e Toyota. A principal causa foi o recuo de vendas do subcompacto Kwid, que conseguiu se manter à frente do Fiat Mobi, mas caiu do 4º para o 10º lugar no ranking de modelos. Só com este carro a Renault perdeu 36 mil vendas; no total foram 107 mil unidades vendidas a menos.

Volvo XC40 Hybrid Plug-in: valeu a pena investir no segmento de SUVs híbridos.
Volvo XC40 Hybrid Plug-in: valeu a pena investir no segmento de SUVs híbridos.
Foto: Sergio Quintanilha / Guia do Carro

A Renault teve a segunda maior queda de vendas, ficando atrás apenas da Chevrolet, que vendeu 137 mil carros a menos, mas manteve a liderança do ranking de marcas da Fenabrave. A Citroën trocou de posição com a Caoa Chery, caindo de 11º para 14º lugar, pois vendeu apenas metade dos carros que havia vendido em 2019. 

Finalmente, a Kia Motors, que só vende veículos importados, foi muito prejudicada pela alta do dólar e vendeu 3,3 mil carros a menos, fechando o ano em 19º lugar. O câmbio desfavorável impediu a Kia de mostrar sua costumeira força em alguns segmentos do mercado e de explorar o potencial do hatchback Rio, lançado pouco antes da pandemia.

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Guia do Carro
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