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Zumbido misterioso ouvido por pessoas no mundo todo pode finalmente ter explicação

Pesquisadores alemães descobrem que o ruído de baixa frequência ouvido por pessoas em vários países pode ser um tipo raro de zumbido interno

28 jun 2026 - 15h52
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O intrigante fenômeno do Hum, um som persistente e de baixa frequência que incomoda pessoas ao redor do globo há décadas, ganhou uma nova explicação científica relevante. Um estudo recente conduzido pelo pesquisador Markus Drexl, junto com sua equipe do Centro Alemão de Tontura e Distúrbios do Equilíbrio, jogou luz sobre o caso. Os cientistas investigaram os relatos desse ruído misterioso e propuseram que grande parte dos casos pode estar diretamente relacionada a uma forma específica de zumbido de baixa frequência, clinicamente conhecido como tinnitus. A investigação detalhada foi publicada na revista científica PLOS One e buscou compreender os motivos que levam alguns indivíduos a perceberem esse som contínuo, mesmo sem a existência de qualquer fonte externa identificável no ambiente.

Estudo liderado por Markus Drexl revela que o misterioso som Hum ouvido no mundo todo pode ser um tipo raro de zumbido interno
Estudo liderado por Markus Drexl revela que o misterioso som Hum ouvido no mundo todo pode ser um tipo raro de zumbido interno
Foto: Canva Fotos / Perfil Brasil

Origem histórica do ruído misterioso

Esse intrigante mistério global ganhou enorme destaque na década de 1970, logo após uma onda de relatos surgir na cidade de Bristol, localizada no Reino Unido. Naquela época, os moradores locais descreviam o incômodo como um ruído contínuo e muito grave. Desde os primeiros registros britânicos, descrições muito semelhantes apareceram em diferentes regiões do planeta, incluindo nações como Austrália, Nova Zelândia e extensas áreas da América do Norte. O fenômeno intriga a medicina justamente por apresentar a característica singular de ser percebido apenas por determinados indivíduos, enquanto outras pessoas no mesmo ambiente não escutam absolutamente nada.

Testes avaliam o sistema auditivo

Para investigar a fundo a real origem dessas percepções sonoras, os cientistas coordenados por Markus Drexl recrutaram 28 voluntários que afirmavam ouvir o barulho constantemente. A análise envolveu testes auditivos minuciosos em baixas frequências e medições das emissões naturais do ouvido interno. O estudo avaliou duas explicações principais: a possibilidade de os voluntários possuírem uma audição excepcionalmente sensível a sons graves ou a hipótese de o próprio ouvido gerar sinais internos que o cérebro interpreta como som. Ambas as linhas de investigação foram rigorosamente testadas no grupo de voluntários.

Resultados apontam para causa interna

Os resultados surpreenderam os pesquisadores, pois os exames não apontaram sensibilidade auditiva acima da média e nem sinais anormais nas emissões acústicas. Apenas dois participantes apresentaram pequenas variações fora do padrão esperado, enquanto a imensa maioria manteve um desempenho considerado comum. Diante disso, a equipe de Markus Drexl reforçou a hipótese de que os relatos decorrem de processos internos do sistema auditivo, configurando um tinnitus de baixa frequência. Embora os especialistas destaquem que o tinnitus não possui uma cura definitiva estabelecida, a reinterpretação do Hum como um fenômeno biológico interno abre caminhos promissores para novas estratégias de manejo e adaptação dos pacientes.

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