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Por que quase todos os carros chineses usam motor 1.5? Entenda

Por que os carros chineses usam o mesmo motor? Entenda o segredo por trás do sucesso dessas marcas

28 jun 2026 - 16h42
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A presença marcante dos automóveis fabricados na China no cenário internacional trouxe uma uniformidade surpreendente que desperta a atenção de quem abre o capô. Carros muito conhecidos do público atual utilizam exatamente a mesma capacidade de 1.5 litro como a base mecânica de suas linhas de produção. Essa padronização que se espalhou pelo mercado não aconteceu por acaso ou por uma simples preferência técnica das equipes de desenvolvimento. Trata-se de um planejamento estratégico complexo que une regras fiscais severas com ganhos imensos na produção em massa.

Motor 1.5 turbo da GWM é derivado do motor Orion da Mitsubishi
Motor 1.5 turbo da GWM é derivado do motor Orion da Mitsubishi
Foto: Divulgação/GWM / Perfil Brasil

Herança mecânica japonesa no início da produção

O ponto de partida dessa história na verdade começou com a utilização de tecnologias que vieram do Japão. No início dos anos 2000, parcerias locais utilizavam blocos que equipavam carros consagrados internacionalmente como os modelos Corolla e Lancer. Motores antigos, porém muito resistentes e baratos, serviram como base para que as montadoras do país asiático começassem a criar seus próprios componentes de quatro cilindros. Essa herança técnica ainda se faz presente na construção de carros modernos vendidos em território nacional, que utilizam variações atualizadas desses blocos clássicos, agora equipados com turbocompressores e tecnologia flex.

A barreira dos impostos internacionais

O principal motivo para a fixação nessa cilindrada específica é puramente financeiro e envolve os impostos cobrados nas regiões asiáticas. O teto de 1.5 litro representa o limite exato para a cobrança simplificada de taxas alfandegárias e tributos internos na cadeia logística de distribuição. Um carro que ultrapassa essa capacidade por apenas um centímetro cúbico sofre um acréscimo violento nas alíquotas de importação, que saltam de meros 5% para pesados 30%. Essa barreira econômica obrigou a engenharia automotiva a concentrar todos os seus esforços e recursos financeiros no aprimoramento desse bloco único em vez de criar motores maiores.

O avanço da tecnologia híbrida

Para conseguir movimentar utilitários esportivos pesados que se aproximam de duas toneladas com um propulsor de tamanho reduzido, as marcas investiram pesado em eletrificação e tecnologia. Sistemas modernos de injeção direta de combustível e o uso de conjuntos híbridos dão o suporte necessário para garantir torque e arrancadas eficientes na cidade. Esse arranjo mecânico refinado permitiu atingir níveis de eficiência térmica superiores a 40%, igualando o rendimento aos antigos blocos de maior capacidade volumétrica. Essa escolha técnica consolidou os quatro cilindros na Ásia, caminhando no sentido oposto das montadoras ocidentais que preferiram adotar propulsores de três cilindros.

Perfil Brasil
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