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Presidente da Coreia do Sul se revolta com eliminação na Copa e manda investigar fracasso da seleção

O resultado inesperado gerou revolta no governo e cobranças públicas por mudanças imediatas na gestão da seleção coreana

28 jun 2026 - 16h16
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A eliminação precoce da Coreia do Sul na Copa do Mundo deixou de ser um problema puramente esportivo para se transformar em uma crise política e institucional. O desempenho abaixo do esperado e a desclassificação ainda na fase de grupos acenderam o alerta máximo nas esferas governamentais do país asiático. Diante do cenário de forte comoção popular e insatisfação generalizada, as principais autoridades decidiram intervir de forma direta no comando do futebol nacional.

Kang
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Foto: In Lee, número 19 da Coreia do Sul, reage após a derrota por 1 a 0 durante a partida do Grupo A da Copa do Mundo da FIFA 2026 entre África do Sul e Coreia do Sul - Getty Images / Perfil Brasil

O presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, manifestou-se publicamente demonstrando profunda insatisfação com os rumos que a equipe tomou no torneio mundial. Ele não escondeu o desapontamento com a desclassificação e cobrou formalmente uma auditoria profunda nos bastidores da federação. O líder do Executivo solicitou oficialmente que o Ministério da Cultura, Esportes e Turismo conduza uma apuração detalhada para identificar os reais motivos por trás do fracasso em campo.

Governo sul-coreano cobra explicações de dirigentes

A Coreia do Sul acabou eliminada do torneio após uma derrota dolorosa para a África do Sul, que selou o destino dos asiáticos na competição. O resultado negativo impediu que o elenco avançasse para a fase eliminatória, interrompendo o sonho de realizar uma campanha histórica. Por outro lado, o triunfo representou um feito inédito para os sul-africanos, que celebraram a classificação inédita para o mata-mata.

O planejamento da Coreia do Sul indicava uma trajetória promissora, alimentando a esperança de torcedores e analistas de que a vaga estaria garantida. A equipe estreou com o pé direito ao vencer a República Tcheca, mas o rendimento despencou nas partidas seguintes, acumulando derrotas seguidas para o México e para a seleção sul-africana. O desempenho ruim empurrou o time para a terceira colocação do Grupo A, sem pontuação suficiente para figurar nem mesmo no ranking dos melhores terceiros colocados da Copa do Mundo.

Críticas ao técnico Hong Myung-bo ganham força

Logo após o encerramento da participação no torneio, Lee Jae-myung utilizou canais oficiais de comunicação para exigir esclarecimentos urgentes sobre os métodos de gestão aplicados no esporte. Para o mandatário, os problemas da seleção ultrapassam as quatro linhas e refletem falhas graves de planejamento administrativo. "Não estou apenas surpreso com esse resultado inesperado, estou completamente perplexo", escreveu o presidente na rede X.

A declaração mirou diretamente as decisões de liderança que moldaram o futebol do país nos últimos tempos, sugerindo que escolhas subjetivas prejudicaram a evolução técnica. Lee Jae-myung apontou que nomeações baseadas em laços de amizade, deixando o critério técnico em segundo plano, costumam pavimentar o caminho para derrotas expressivas. O presidente também colocou sob forte questionamento a continuidade do trabalho desenvolvido pelo treinador Hong Myung-bo.

Mudanças na gestão esportiva entram em pauta

A própria nomeação de Hong Myung-bo para o cargo de comandante técnico havia provocado debates intensos e muita resistência na imprensa local. O processo de seleção adotado pela entidade máxima do futebol foi alvo de questionamentos e desconfiança por parte dos analistas esportivos desde o início do ciclo. Agora, a eliminação precoce deu força aos críticos que já contestavam a escolha do treinador para liderar o projeto do mundial.

O clamor popular encontrou eco nas ações do Palácio do Planalto local, impulsionando a abertura de investigações formais por parte do Ministério dos Esportes. O objetivo central é mapear as falhas estruturais, apontar responsáveis e desenhar um novo plano estratégico que devolva a competitividade ao selecionado nacional. "O fracasso em se classificar deixou a população desanimada e parece ser resultado de problemas de organização e gestão", afirmou Lee Jae-myung.

A cobrança das arquibancadas se reflete em abaixo-assinados digitais e manifestações virtuais massivas que exigem uma reformulação completa nos quadros da federação local. Com a pressão em níveis históricos, o comando técnico e a diretoria esportiva enfrentam um ambiente hostil que torna a permanência nos cargos uma tarefa cada vez mais difícil e improvável.

Perfil Brasil
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