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Wall Street Journal acusa Moraes de censura e de liderar 'golpe de Estado' no STF

11 ago 2025 - 13h39
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Entre os artigos mais lidos neste domingo (10) no The Wall Street Journal, um texto da colunista Mary Anastasia O'Grady aponta que o Supremo Tribunal Federal (STF) e o ministro Alexandre de Moraes estariam conduzindo um "golpe de Estado" contra a democracia no Brasil. O texto sustenta que Moraes teria censurado críticos, ordenado prisões e conduzido inquéritos sigilosos sem mecanismos de controle institucional.

O ministro Alexandre de Moraes
O ministro Alexandre de Moraes
Foto: Rosinei Coutinho/STF / Perfil Brasil

A autora compara a situação atual a métodos de "ditadores do século XXI" que, segundo ela, não tomam o poder por golpes militares, mas "copiam Hugo Chávez, consolidando o controle sobre instituições democráticas enquanto estão populares, para depois prender adversários ou forçá-los ao exílio".

Para o jornal, esse cenário começou em 2019, com a criação do "inquérito das fake news" pelo STF, que atuou como acusador, investigador e juiz. O artigo afirma que "Moraes foi escolhido sem sorteio, passou a vigiar redes sociais, criminalizar opiniões e prender preventivamente críticos do tribunal".

O tribunal se tornou mais político?

O'Grady critica também a atuação de Moraes à frente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições de 2022, citando que "o tribunal se tornou notavelmente mais político, monitorando o discurso de partidos, candidatos e cidadãos, e censurando aqueles com quem discordava".

As investigações sobre os atos de 8 de janeiro de 2023 também foram alvo de questionamentos. O texto relata que "cerca de 1.500 suspeitos foram presos, alguns mantidos até um ano aguardando julgamento, recebendo sentenças severas por transgressões menores", acrescentando que a violência ligada à esquerda recebeu "compreensão", enquanto opositores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrentaram "mão de ferro".

O artigo recorda a decisão do STF, em março de 2021, de anular a condenação por corrupção de Lula, confirmada em duas instâncias. A medida, segundo a colunista, "inflamou a direita brasileira" e foi seguida pela abertura do "inquérito das milícias digitais" em julho do mesmo ano. Para o WSJ, essa investigação mirou empresas de tecnologia dos EUA, "forçando-as a censurar conteúdos e desmonetizar brasileiros que defendiam opiniões consideradas inaceitáveis" pela Corte.

O texto conclui afirmando que "independentemente do que se pense sobre Jair Bolsonaro, é evidente que a política tomou conta do Supremo". A colunista menciona articulações de senadores para abrir processo de impeachment contra Moraes e afirma que até setores da elite reclamam de "ministros embriagados de poder".

Por fim, o WSJ cita que tarifas de 50% impostas pelo então presidente Donald Trump a produtos brasileiros estimularam o nacionalismo e o apoio a Lula. A recente sanção dos EUA a Moraes, sob a Lei Magnitsky, "parece ter chamado a atenção dos demais ministros da Corte, que certamente entendem que novas medidas podem vir se o Brasil não restaurar o Estado de Direito".

Perfil Brasil
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