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Volks pagará multa de 1 bilhão de euros por escândalo de emissões

13 jun 2018
16h52
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Montadora assume responsabilidade por fraudes em veículos a diesel e aceita penalidade de promotoria alemã, uma das mais altas já impostas a uma empresa no país. Escândalo já custou 25 bilhões de euros à Volkswagen.A Volkswagen vai pagar uma multa no valor de 1 bilhão de euros (cerca de 4,4 bilhões de reais), imposta por promotores alemães, em relação ao escândalo de emissões envolvendo manipulações ilegais em carros a diesel, informou nesta quinta-feira (13/06) a montadora alemã.

Volkswagen admitiu que mais de 10 milhões de veículos foram equipados com dispositivo ilegal
Volkswagen admitiu que mais de 10 milhões de veículos foram equipados com dispositivo ilegal
Foto: DW / Deutsche Welle

Em comunicado, a empresa assumiu sua responsabilidade no caso e disse ter concordado em pagar a quantia decidida pela promotoria de Braunschweig, na Baixa Saxônia, encarregada das investigações pela proximidade com Wolfsburg, onde fica a sede principal da Volks.

A montadora, que realizou sua própria investigação e decidiu não recorrer da decisão da promotoria, disse esperar que o pagamento da multa na Alemanha tenha "efeitos positivos em outros processos oficiais sendo conduzidos na Europa contra a Volkswagen" e suas subsidiárias.

Os promotores alemães afirmaram que se trata "de uma das mais altas multas já impostas a uma empresa no país". Em sua decisão, eles consideraram que houve o descumprimento do dever de supervisão na divisão de desenvolvimento de agregados relacionados aos testes de veículos.

A imprudência fez com que, entre 2007 e 2015, mais de 10 milhões de veículos estivessem equipados com uma função de software ilegal, que foram vendidos e entraram em circulação em vários países, incluindo Estados Unidos e Canadá.

Em 2015, a Volkswagen reconheceu ter equipado automóveis com esse dispositivo, que os fazia parecer menos poluentes, permitindo à empresa contornar as leis nacionais antipoluição. Os veículos eram vendidos como limpos, mas emitiam poluentes acima do limite permitido.

O escândalo já custou à Volkswagen mais de 25 bilhões de euros (mais de 109 bilhões de reais) em recompras, multas e indenizações, e a empresa continua atolada em disputas jurídicas tanto na Alemanha como em outros países.

Martin Winterkorn, presidente da montadora à época do escândalo, deixou o cargo logo após a revelação das fraudes, em 2015. Seu sucessor, Matthias Müller, também foi substituído em abril deste ano pelo ex-executivo da BMW Herbert Diess.

Tanto Winterkorn como Müller são suspeitos de terem tido conhecimento das fraudes nos veículos muito antes do que foi admitido por eles, o que significaria que ambos falharam em seu dever de informar os investidores da empresa sobre os riscos financeiros.

Em maio, a Justiça americana indiciou Winterkorn por quatro crimes, incluindo conspiração e fraude, devido ao seu envolvimento no escândalo de emissões, afirmando que o executivo sabia da adulteração ao menos desde maio de 2014, mas decidiu continuar com a fraude.

EK/afp/ap/dpa/efe

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