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Vendas de caminhões e ônibus devem cair 6,5% em 2026, prevê Anfavea

Entidade reduz projeção para veículos pesados, apesar da recuperação das vendas em setembro; produção também deve recuar

8 out 2026 - 16h43
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Resumo
A Anfavea revisou em baixa as projeções para caminhões e ônibus em 2026, prevendo queda de 6,5% nas vendas (128,5 mil unidades), de 8,2% na produção e de 18,7% nas exportações. O recuo no segmento de pesados é atribuído à desaceleração do PIB e contrasta com o mercado automotivo geral, cuja expectativa é de alta de 15,2% nos emplacamentos e de 6,7% na fabricação total. As exportações globais do setor também devem cair 17,7%. A entidade prevê uma possível recuperação dos pesados apenas para 2027.

As vendas de caminhões e ônibus no Brasil devem cair 6,5% em 2026, segundo a nova projeção da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), apresentada nesta quarta-feira (7). A entidade reduziu a estimativa para o segmento de 129,2 mil para 128,5 mil unidades. A revisão ocorre apesar do crescimento das vendas em setembro, já que o mercado de veículos pesados continua em queda no acumulado do ano.

De janeiro a setembro de 2026, foram 80,9 mil caminhões vendidos.
De janeiro a setembro de 2026, foram 80,9 mil caminhões vendidos.
Foto: Divulgação / Estadão

Na projeção anterior, divulgada em junho, a Anfavea esperava retração de 6% para o segmento. A nova estimativa contrasta com a perspectiva para o mercado automotivo brasileiro, que deve crescer 15,2% em 2026 e alcançar 3,099 milhões de veículos vendidos.

O presidente da Anfavea, Igor Calvet, destacou a expectativa de crescimento menor da economia brasileira em 2026 e sinalizou a possibilidade de melhora do mercado de veículos pesados em 2027. A entidade projeta expansão de 1,86% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, ante crescimento de 2,3% em 2025.

A Anfavea reduziu de 143,2 mil para 139,8 mil unidades a previsão de produção de caminhões e ônibus em 2026, queda de 8,2% em relação ao ano passado. A revisão contrasta com a expectativa para a indústria automotiva como um todo, cuja produção deve crescer 6,7% e alcançar 2,822 milhões de veículos.

A entidade também cortou a estimativa de exportações de pesados, de 29,7 mil para 27,2 mil unidades, retração de 18,7% sobre 2025. De janeiro a setembro, o Brasil exportou 20,6 mil caminhões e ônibus, ante 26,9 mil no mesmo período do ano passado.

Considerando todos os segmentos, a Anfavea prevê exportar 435 mil veículos em 2026, volume 17,7% inferior ao registrado no ano passado. A projeção anterior era de 461 mil unidades, o que sinaliza um recúo.

Estadão
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