Moraes determina que Eduardo Bolsonaro comece a cumprir pena
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a prisão e o cancelamento do passaporte do ex-deputado Eduardo Bolsonaro para o cumprimento de pena de quatro anos e dois meses em regime semiaberto. Morando nos EUA, ele foi condenado por coagir o processo ao articular sanções americanas contra o Brasil para interferir no julgamento do pai, Jair Bolsonaro. Em nota, o ex-parlamentar classificou a decisão como arbitrária e inócua, afirmando que o governo norte-americano não a cumprirá.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) comece a cumprir pena após ter sido condenado por coação no curso do processo por sua atuação a favor da imposição de tarifas e sanções por parte do governo dos Estados Unidos.
No despacho, visto pela Reuters nesta quinta-feira, Moraes ordenou uma série de providências, como a expedição de um mandado de prisão para cumprimento da pena de quatro anos e dois meses de prisão em regime inicialmente semiaberto e também o cancelamento do passaporte do ex-deputado.
Eduardo Bolsonaro, que reside nos EUA desde o início do ano passado, foi condenado pela Primeira Turma do Supremo por ter articulado nos Estados Unidos retaliações do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, contra o Brasil e autoridades brasileiras com o objetivo de tentar influenciar no julgamento que levou o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a ser condenado pelo tribunal por tentativa de golpe de Estado, entre outros crimes.
Em nota à imprensa, o ex-parlamentar chamou a ordem de Moraes de "arbitrária, inoportuna e inócua, uma vez que os Estados Unidos já deixaram claro que não cumprem decisões delirantes dessa natureza".
"O único efeito prático desse ato, tomado deliberadamente no meio do processo eleitoral, é acirrar ainda mais, e sem nenhuma necessidade, os ânimos do país", acrescentou.
Eduardo tem sido cotado para assumir um eventual Ministério das Relações Exteriores caso o irmão dele, o senador Flávio Bolsonaro (PL-SP), seja eleito no segundo turno para a Presidência da República.
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