Vai ser preso? Bolsonaro quebra o silêncio após condenação da PGR: 'Eu estou...'
Ex-presidente do Brasil Jair Bolsonaro se pronuncia sobre o parecer final da Procuradoria-Geral da República (PGR); confira
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) quebrou o silêncio e se pronunciou sobre o parecer final da Procuradoria-Geral da República (PGR), que pediu sua condenação e a de mais sete acusados por envolvimento em uma suposta tentativa de golpe de Estado. O documento, com 517 páginas, foi entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF) na segunda-feira, 14/07.
"Eu estou indignado. Que acusação é essa? Que fumaça é essa? Querem me condenar a 43 anos de cadeia por isso? Não houve nem tentativa, nem cogitação de nada", declarou em entrevista à CNN Brasil.
Incluído no núcleo 1 da denúncia, classificado como crucial, Bolsonaro afirmou que não considera a hipótese de solicitar asilo político, pois acredita que não cometeu crime e que pretende responder ao processo judicialmente. "Olha, eu vou ser preso por quê? Por ter destruído aqui o relógio em Brasília? Eu estava nos Estados Unidos. É um crime impossível. Como é que eu vou pedir um asilo se eu não cometi crime algum? O próprio Trump tem dito, é caça às bruxas. Geralmente se condena alguém por corrupção, como Lula foi condenado por três instâncias por corrupção", disse.
Bolsonaro critica provas e argumentos
Jair também voltou a criticar as provas e os argumentos apresentados pela acusação no caso. "Inventaram um golpe. Vocês acham que as pessoas domingo queriam dar um golpe? Por que as imagens sumiram? Por que o Flávio Dino (atual ministro do STF e na época ministro da Justiça) sumiu com quase 200 câmaras? Porque ia provar que o quebra-quebra foi antes do pessoal do acampamento chegar lá. Eles querem empurrar agora, condenado eu, ministro meu, gente do meu lado, como uma agressão", concluiu.
Vale ressaltar que a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou alegações finais ao Supremo Tribunal Federal (STF), acusando Jair Bolsonaro de ser o "principal articulador" de uma tentativa de golpe de Estado após sua derrota nas eleições de 2022. O procurador-geral Paulo Gonet afirmou que o ex-presidente foi o "maior beneficiário e autor dos atos mais graves" da trama golpista, liderando uma organização criminosa com o objetivo de subverter a ordem democrática. Segundo a PGR, o plano incluiu até mesmo a possibilidade de assassinato de figuras políticas, embora tenha sido frustrado pela recusa das Forças Armadas em apoiar a ação
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