Combates prosseguem no Líbano apesar de cessar-fogo
Israel de continuar ataques apesar de cessar-fogo anunciado por Trump e acusa grupo xiita de disparar contra território israelense. Acompanhe o conflito.
Representantes de Israel e Líbano se reuniram pela segunda vez em Washington nesta quinta-feira (23/04)
Segundo Trump, cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah, que deveria durar dez dias até a próxima segunda-feira (27/04), foi prorrogado em mais "três semanas
No entanto, ataques de Israel no Líbano e do Hezbollah a Israel continuam
EUA interceptam segundo navio-tanque no Oceano Índico
EUA negam que navios tenham burlado bloqueio aos portos do Irã
Trump ordena que Marinha "atire e destrua" barcos iranianos que colocam minas no Estreito de Ormuz
Irã ataca três navios no Estreito de Ormuz e captura dois deles, após Donald Trump anunciar que manteria bloqueio sobre portos iranianos
Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários chefes militares, desencadeando o atual conflito no Oriente Médio:
Alemanha corta pela metade previsão de crescimento do PIB em meio a efeitos da guerra
Apenas três meses após projetar um avanço de 1% para seu Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, o governo alemão revisou os dados e cortou a estimativa pela metade. A maior economia da Europa agora deve crescer apenas 0,5% no próximo ano, informaram as autoridades, abaixo da previsão divulgada em janeiro.
O choque energético provocado pela guerra no Oriente Médio foi apontado como o principal responsável pela revisão do cenário econômico, que também levou o governo a cortar a previsão de crescimento de 2027 para 0,9%, ante 1,3% calculado anteriormente.
Havia grandes expectativas de que o pacote de gastos públicos do chanceler federal alemão Friedrich Merz faria o país voltar a crescer após anos de estagnação. Mas o salto nos preços do petróleo e do gás desde o início da guerra no Irã impactou a economia, elevando a inflação e aumentando os custos para os fabricantes, setor crucial do país.
"A escalada nos fez recuar economicamente", afirmou a ministra da Economia da Alemanha, Katherina Reiche ao apresentar os dados nesta quarta-feira (22/04). "A situação continua altamente volátil."
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EUA enviam equipe ao Paquistão para conversas com chanceler iraniano
Os emissários americanos Steve Witkoff e Jared Kushner viajam ao Paquistão neste sábado (25/04) para dar continuidade às negociações com o Irã, informou a Casa Branca nesta sexta-feira (24/04).
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karolien Leavitt, disse em entrevista ao canal Fox News que os dois terão reuniões com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi. O irianiano confirmou que vai ao Paquistão, mas não informou se participará de conversas com a parte americana.
"Estamos esperançosos de que será uma conversa produtiva e que ajude a avançar rumo a um acordo", afirmou Leavitt.
Ela disse que o vice-presidente JD Vance não viajará, mas que continua "profundamente envolvido".
Vance permanecerá nos Estados Unidos, assim como o secretário de Estado Marco Rubio e a equipe de segurança nacional do presidente, de "sobreaviso" para viajar ao Paquistão "se necessário".
Merz sugere alívio de sanções europeias ao Irã; UE é mais cautelosa
O chanceler federal alemão, Friedrich Merz, sugeriu nesta sexta-feira (24/04) que a União Europeia (UE) poderia aliviar sanções contra Teerã como parte de um acordo abrangente que encerraria a guerra com o Irã. Outros líderes da UE, porém, adotaram um tom mais cauteloso.
A UE, composta por 27 países, impõe sanções ao Irã há anos, incluindo proibições de viagem e congelamento de ativos de autoridades e entidades de alto escalão. Os vetos resposdem a violações de direitos humanos, atividades nucleares e apoio militar à Rússia.
Autoridades dos Estados Unidos sugerem que um acordo amplo envolvendo os programas nuclear e de mísseis do Irã e a reabertura do Estreito de Ormuz poderia levar a um fim da guerra.
Após uma cúpula da UE no Chipre, Merz disse que o bloco poderia aliviar gradualmente as sanções contra o Irã caso um acordo abrangente fosse alcançado.
Os líderes europeus têm sido em grande parte deixados de lado nas negociações do atual conflito no Oriente Médio, mas alguns funcionários europeus veem as sanções do bloco como uma possível forma de a UE se envolver em uma solução diplomática.
"O alívio das sanções pode fazer parte de um processo", disse Merz a jornalistas após a cúpula em Nicósia.
"Ninguém se opôs a isso. É, por assim dizer, parte da contribuição que podemos dar para avançar esse processo e, com sorte, levar a um cessar-fogo permanente."
Antonio Costa diz ser cedo para discutir sanções
Mas o presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa, que presidiu a cúpula, disse ser "cedo demais para falar em aliviar qualquer tipo de sanção",
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, avalia que o alívio das sanções só poderia ocorrer após evidências claras de mudanças fundamentais de rumo por parte do Irã.
"Acreditamos que o alívio das sanções deve ser condicionado à verificação da desescalada, particularmente em relação ao progresso no esforço internacional para conter sua ameaça nuclear, e a uma mudança na repressão contra seu próprio povo", disse ela na mesma coletiva.
gq (Reuters)
Combates prosseguem no Líbano apesar de cessar-fogo
Israel e Hezbollah continuam a trocar agressões nesta sexta-feira (24/04), apesar de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter anunciado a extensão do cessar-fogo entre os dois lados por mais duas semanas.
Israel afirmou ter atingido posições do Hezbollah em retaliação a foguetes lançados do Líbano contra a cidade de Shtula. Os ataques israelenses também atingiram Deir Aames, localidade fora da zona de segurança que Israel mantém ocupada desde a implementação da trégua. Mais cedo, militares israelenses haviam ordenado que moradores deixassem a área.
O Exército israelense informou ainda que matou seis combatentes do Hezbollah em Bint Jbeil, no sul do Líbano, região que já havia registrado confrontos intensos antes do cessar-fogo. Segundo o comunicado, soldados identificaram militantes armados, houve troca de tiros e dois deles foram mortos. Depois, forças israelenses atacaram a estrutura onde o grupo operava, matando outros quatro.
"Começamos um processo para alcançar uma paz histórica entre Israel e Líbano, e está claro para nós que o Hezbollah tenta sabotar isso", acusou o primeiro‑ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em vídeo divulgado por seu gabinete.
Por outro lado, um parlamentar do Hezbollah, Ali Fayyad, afirmou nesta sexta‑feira que um cessar‑fogo "não faz sentido" diante da continuidade dos ataques israelenses. Foi a primeira reação do grupo apoiado pelo Irã à extensão da trégua anunciada por Trump. Fayyad declarou que o Hezbollah mantém o direito de responder a ofensivas israelenses contra alvos libaneses.
De acordo com o Ministério da Saúde do Líbano, o número de mortos no país desde o início do conflito subiu para 2.491 nesta semana.
gq (OTS, AP)
EUA bloqueiam $344 milhões em criptomoeadas ligadas ao Irã
A Casa Branca congelou 344 milhões de dólares (R$ 1,7 bilhão) em criptomoedas que, segundo autoridades americanas, estavam ligadas ao Irã.
Segundo a CNN americana, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que várias carteiras associadas a Teerã foram sancionadas e que Washington seguirá rastreando recursos que o regime tenta mover para fora do país.
"Vamos rastrear o dinheiro que Teerã está tentando desesperadamente transferir para fora do país e atacar todas as fontes de financiamento ligadas ao regime", afirmou.
A emissora de criptomoedas Tether confirmou ter colaborado com autoridades dos EUA ao bloquear dois endereços após receber informações sobre atividades ilícitas, supostamente ligadas à evasão de sanções e redes criminosas.
gq (Reuters, OTS)
Netanyahu diz que passou por tratamento para câncer de próstata
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta sexta-feira (24/04) que, há cerca de um ano e meio, passou por uma cirurgia de próstata. Em seguida, há dois meses e meio, seus médicos descobriram e trataram um pequeno tumor no Hospital Hadassah, em Jerusalém, com radioterapia. Isso não foi anunciado na época.
"Solicitei adiar a divulgação por dois meses para que não fosse publicada no auge da guerra" contra o Irã, disse o líder israelense de 76 anos, para evitar "mais propaganda falsa contra Israel".
Ele afirmou estar saudável e classificou o tumor como um "problema médico menor".
A saúde de Netanyahu foi alvo de especulações nas primeiras semanas da guerra com o Irã, quando imagens falsas geradas por inteligência artificial circularam sugerindo que ele havia morrido, inclusive na mídia estatal iraniana.
gq (AP)
Ministro do Exterior do Irã vai ao Paquistão
O ministro do Exterior do Irã, Abbas Araqchi, está viajando para Islamabad para conversas a respeito da guerra com Estados Unidos e Israel, confirmou a agência de notícias estatal IRNA.
A capital paquistanesa se prepara para uma segunda rodada de negociações entre os Estados Unidos e o Irã, embora não se saiba se Araqchi se reunirá com autoridades americanas.
O ministro iniciará uma turnê nesta sexta-feira, que passa por Paquistão, Omã e Rússia, informou a IRNA.
"O objetivo desta viagem é realizar consultas bilaterais, abordar os desdobramentos atuais na região e analisar a situação da guerra imposta pelos Estados Unidos e pelo regime israelense contra o Irã", acrescentou a agência.
md (EFE/Reuters/AFP)
Em alerta a europeus, Hegseth diz que EUA merecem parceiros "capazes e leais" que apoiem na guerra contra o Irã
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, alertou a Europa de que Washington merece parceiros "capazes" e "leais" que apoiem os EUA na guerra contra o Irã e enfatizou que a abertura do Estreito de Ormuz é mais do interesse dos aliados do que dos Estados Unidos.
"Não podemos contar com a Europa, mas eles precisam do Estreito de Ormuz muito mais do que nós. Talvez devessem começar a falar menos, a realizar menos conferências ostentosas na Europa e, em vez disso, entrar na luta. Esta é, em grande parte, mais a luta deles do que a nossa", disse Hegseth durante entrevista coletiva no Pentágono.
md (EFE, Reuters, AFP)
Israel emite ordem de evacuação no sudoeste do Líbano, apesar do anúncio de trégua
As Forças de Defesa de Israel (FDI) emitiram nesta sexta-feira (24/04) uma ordem de evacuação para os moradores de Deir Ames, município no distrito de Tiro, no sudoeste do Líbano, diante de um ataque iminente "devido à atividade terrorista do Hezbollah".
"As FDI estão realizando operações seletivas na zona. Para a sua segurança, pedimos que evacuem suas casas imediatamente e se afastem pelo menos 1.000 metros da área", escreveu Avichay Adraee, porta-voz das FDI em árabe, em sua conta na rede social X (ex-Twitter).
Esta ordem de evacuação surge após a prorrogação de três semanas do cessar-fogo anunciada há poucas horas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após as negociações realizadas na Casa Branca entre diplomatas libaneses e israelenses.
O ataque a Deir Ames não será o primeiro ataque israelense desta sexta-feira no Líbano, pois já foi realizado outro contra um lançador de foguetes que supostamente teria sido utilizado pelo Hezbollah contra o vilarejo israelense fronteiriço de Shtula.
As FDI não especificaram se o suposto ataque proveniente do Líbano ocorreu antes ou depois do cessar-fogo anunciado pela Casa Branca.
"As FDI atacaram edifícios militares nas áreas de Kherbet Salem e Toulon, no sul do Líbano, que eram utilizados pela organização terrorista Hezbollah. Os ataques foram realizados em resposta ao lançamento de foguetes pelo Hezbollah em direção à área de Shtula", informaram as FDI em comunicado.
Posteriormente, na manhã desta sexta-feira, os alarmes foram acionados em várias áreas do norte de Israel, onde, segundo as FDI, um drone do Hezbollah penetrou e foi interceptado com sucesso.
Além disso, as FDI informaram que um de seus drones foi abatido no sul do Líbano após o lançamento de um míssil terra-ar de pequeno calibre pelo Hezbollah.
Nas negociações realizadas em Washington nesta quinta-feira — após as quais o embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, afirmou que "não está 100% certo" — o grupo xiita Hezbollah esteve ausente.
Por sua vez, o governo libanês rejeitou que o Irã atue em seu nome nos contatos que mantém com os Estados Unidos no Paquistão e optou por um diálogo direto com Israel, opção que o Hezbollah descarta.
O grupo xiita libanês entrou no conflito regional em resposta à operação conjunta de EUA e Israel contra o Irã, o que levou o Estado judeu a responder com ainda mais contundência contra o Líbano, deixando 2.294 mortos e 7.544 feridos em sete semanas, segundo dados oficiais.
jps (EFE)
Guerra no Irã terá impacto de "pelo menos 2 anos" no gás natural liquefeito, diz AIE
A Agência Internacional de Energia (AIE) alertou nesta sexta-feira que o conflito no Oriente Médio altera as perspectivas de médio prazo do gás natural liquefeito (GNL) e terá um impacto que durará "pelo menos dois anos", em um contexto de crescente incerteza nos mercados energéticos internacionais devido à guerra no Irã.
No médio prazo, a AIE estima em um relatório publicado hoje que o conflito poderá provocar a perda acumulada de cerca de 120 bilhões de metros cúbicos de suprimento de GNL entre 2026 e 2030, o que equivale a cerca de 15% do volume previsto.
Este impacto se concentrará especialmente em 2026 e 2027, atrasando os efeitos positivos do crescimento do setor, aponta a agência com sede em Paris.
Apesar disso, o órgão considera que estas perdas poderiam ser compensadas progressivamente com a entrada em operação de novas plantas de liquefação.
No entanto, adverte sobre a necessidade de reforçar os investimentos em toda a cadeia de valor do gás e diversificar as fontes energéticas para garantir a segurança do abastecimento.
A AIE destaca em seu estudo que a elevada volatilidade dos preços ressalta a importância de contar com carteiras diversificadas de contratos de longo prazo e de fortalecer a cooperação internacional entre produtores e consumidores para enfrentar crises desta magnitude.
A guerra na região interrompeu abruptamente a normalização dos fundamentos do mercado global de gás natural no início de 2026, após o fechamento de fato do Estreito de Ormuz no começo de março, constata a AIE em seu relatório.
Esta situação gerou "uma perturbação sem precedentes" no suprimento e nos preços.
A crise distorceu profundamente o equilíbrio no curto prazo e está modificando as perspectivas no médio prazo, segundo a agência.
Dessa forma, a perda temporária de cerca de 20% do suprimento mundial de gás natural liquefeito provocou uma forte volatilidade, elevando os preços na Ásia e na Europa a níveis não vistos desde a crise energética de 2022-2023, ao mesmo tempo em que forçou ajustes na demanda, indica o documento.
jps (EFE)
Missão da ONU anuncia morte de capacete azul indonésio após ataque no Líbano
A Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil) lamentou nesta sexta-feira (24/04) a morte de um capacete azul indonésio em um hospital de Beirute devido aos ferimentos sofridos em um ataque no sul do território libanês EM 29 de março.
Em comunicado, a Unifil expressou que "lamenta o falecimento hoje do cabo Rico Pramudia, que ficou gravemente ferido após a explosão de um projétil em sua base em Adchit Al Qusayr (localidade meridional libanesa) na noite de 29 de março".
"O cabo Pramudia, de 31 anos, faleceu tragicamente em decorrência de seus ferimentos em um hospital de Beirute", acrescentou.
A força exigiu, mais uma vez, que "todos os atores" da guerra no Líbano - em alusão a Israel e ao grupo libanês xiita Hezbollah - "cumpram suas obrigações sob o direito internacional e garantam a segurança do pessoal e dos bens da ONU em todos os momentos".
Além disso, lembrou que "os ataques deliberados contra o pessoal de manutenção da paz constituem graves violações" do direito internacional "e podem constituir crimes de guerra".
Nesse ataque em Adchit Al Qusayr, no qual Pramudia ficou ferido, outro capacete azul indonésio perdeu a vida pela explosão de um projétil em uma posição da Unifil.
Em 30 de março, poucas horas após essa explosão, a Unifil anunciou a morte de outros dois de seus membros em decorrência de uma explosão enquanto viajavam em um veículo perto da localidade de Bani Hayyan, também no sul do Líbano.
Por sua vez, na última quarta-feira, o presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou a morte de um segundo capacete azul francês da Unifil que havia ficado gravemente ferido em um incidente no qual um primeiro soldado morreu no ato - uma emboscada que Paris atribuiu ao Hezbollah.
jps (EFE)
Cessar-fogo "não tem sentido", diz parlamentar do Hezbollah
Um acordo de cessar-fogo entre Israel e Líbano "não tem nenhum sentido" diante dos contínuos atos hostis israelenses, disse um parlamentar do Hezbollah nesta sexta-feira, em resposta à prorrogação de três semanas da trégua.
A declaração do parlamentar Ali Fayyad foi a primeira resposta do grupo apoiado pelo Irã à prorrogação de três semanas do cessar-fogo anunciada na quinta-feira pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
Fayyad disse que seu grupo tem o direito de responder aos ataques israelenses
contra alvos libaneses.
md (Reuters, AFP)
Relatório da ONU vê possíveis crimes de guerra nos ataques israelenses de março ao Líbano
Israel pode ter cometido graves violações do direito internacional e crimes de guerra em seus recentes ataques ao Líbano, afirmou um relatório do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) nesta sexta-feira.
O relatório, que abrange as três primeiras semanas dos ataques iniciados no começo de março, documenta ataques diretos contra civis, incluindo profissionais de saúde, e incidentes em que prédios residenciais de vários andares foram atingidos e, em alguns casos, destruídos, "causando a morte de famílias inteiras".
Os ataques israelenses contra profissionais de saúde e jornalistas registrados durante as hostilidades podem constituir crimes de guerra se for comprovado que foram deliberados, alertou o escritório chefiado pelo Alto Comissário Volker Türk.
md (AFP, EFE)
China rejeita a acusação de Trump de que o navio iraniano interceptado foi um "presente da China".
O Ministério das Relações Exteriores da China rejeitou nesta sexta-feira a acusação do presidente dos EUA, Donald Trump, de que um navio cargueiro com bandeira iraniana interceptado por forças americanas foi um "presente da China".
Os EUA disseram que atacaram e apreenderam um navio cargueiro iraniano que tentou burlar o bloqueio aos portos iranianos. Os militares do Irã disseram que o navio vinha da China e prometeram retaliação contra o que chamaram de "pirataria armada dos militares dos EUA".
Na terça-feira, Trump disse à CNBC que o navio "tinha algumas coisas a bordo, que não eram muito agradáveis. Um presente da China, talvez, eu não sei".
O Ministério das Relações Exteriores da China rejeitou os comentários. "A China se opõe a quaisquer acusações e associações que careçam de fundamento factual", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, a repórteres em Pequim. "As relações comerciais internacionais normais entre os países não devem estar sujeitas a interferências e perturbações", acrescentou.
O navio porta-contêineres Touska, que foi abordado e apreendido por forças americanas no domingo, provavelmente transporta a bordo o que Washington considera itens de dupla utilização que poderiam ser usados pelos militares, disseram fontes de segurança marítima na segunda-feira.
Cessar-fogo entre Israel e Hezbollah foi prorrogado em três semanas, diz Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que Israel e o Líbano concordaram em prorrogar por três semanas o cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah, após negociações realizadas na Casa Branca nesta quinta-feira (23/04).
"A reunião correu muito bem! Os Estados Unidos vão colaborar com o Líbano para ajudá-lo a se proteger do Hezbollah", escreveu ele no Truth Social. "O cessar-fogo entre Israel e o Líbano será prorrogado por três semanas", acrescentou. As autoridades de ambos os países não haviam se pronunciado sobre as reuniões até a última atualização pela DW.
A reunião foi a segunda negociação de alto nível entre os dois países desde a semana passada. O cessar-fogo inicial de dez dias, que entrou em vigor na última sexta-feira (17/04), deveria expirar na próxima segunda-feira (27/04).
"Os Estados Unidos vão colaborar com o Líbano para ajudá-lo a se proteger do Hezbollah", afirmou Trump, também nas redes sociais. Ele acrescentou que espera encontrar-se pessoalmente com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e o presidente libanês Joseph Aoun "em breve".
O Hezbollah rejeitou as negociações. Wafiq Safa, membro de alto escalão do conselho político do grupo, disse à Associated Press que o Hezbollah não respeitará nenhum acordo firmado durante as negociações diretas.
Apesar disso, as negociações representam um passo importante para dois países sem relações diplomáticas que estão oficialmente em guerra desde a fundação de Israel, em 1948.
O governo libanês espera que as negociações abram caminho para o fim definitivo da guerra. Enquanto o Irã estabeleceu o fim das guerras no Líbano e na região como condição para as negociações com os EUA, o Líbano insiste em se representar por conta própria.
Violações de cessar-fogo
Desde que a trégua entrou em vigor na semana passada, houve múltiplas violações por ambos os lados. Na quarta-feira (22/04), Amal Khalil, uma jornalista libanesa que cobria o sul do Líbano, foi morta por um ataque israelense.
Autoridades de saúde libanesas afirmaram que as forças armadas israelenses abriram fogo contra uma ambulância que havia chegado ao local, impedindo que as equipes de resgate chegassem até ela. Seu corpo foi retirado dos escombros de um prédio desabado várias horas depois.
As forças armadas israelenses negaram ter atacado deliberadamente jornalistas ou disparado contra equipes de resgate, mas o caso provocou indignação generalizada no Líbano antes das negociações em Washington.
O vice-primeiro-ministro do Líbano, Tarek Mitri, disse que o governo está elaborando um relatório que documenta crimes de guerra cometidos por Israel e que os ministros discutiram a adesão ao Tribunal Penal Internacional.
Nesta quinta, o Hezbollah anunciou ter lançado foguetes contra o norte de Israel em resposta às "violações" da trégua pelo exército israelense.
"Para defender o Líbano e seu povo, e em resposta à violação do cessar-fogo pelo inimigo israelense e aos seus ataques contra a cidade de Yater, no sul do Líbano", o Hezbollah "atingiu o assentamento de Shtula com uma salva de foguetes", informou o grupo pró-iraniano em um comunicado.
O exército israelense declarou ter identificado e interceptado "vários disparos provenientes do Líbano que penetraram em território israelense".
guerra já causou a morte de cerca de 2,3 mil pessoas no Líbano, incluindo centenas de mulheres e crianças, e deixou mais de 1 milhão de pessoas deslocadas.
fcl (AP, AFP, ots)
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