Argentino é condenado a 32 anos de prisão por assassinato de pastor em Uruguaiana
Crime ocorreu em 2023 por motivação de vingança relacionada a dívidas e processos judiciais; réu atacou a vítima em frente a uma padaria
O Tribunal do Júri de Uruguaiana condenou, nesta sexta-feira (24), um cidadão argentino de 31 anos a uma pena de 32 anos e 11 dias de reclusão pelo assassinato de um pastor de 34 anos. O crime, ocorrido em novembro de 2023 na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, foi classificado como homicídio quadruplamente qualificado, incluindo as qualificadoras de motivo torpe, fútil, recurso que dificultou a defesa da vítima e uso de arma de fogo de uso restrito. A decisão, proferida pela juíza Barbara Pereira Saraiva, ainda cabe recurso, mas o condenado permanecerá em regime fechado, onde já se encontrava desde a época do fato.
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o ataque aconteceu na manhã do dia 22 de novembro, no bairro Ipiranga. O réu se aproximou do religioso enquanto este estava sentado em frente à padaria de sua família e efetuou disparos que atingiram a cabeça da vítima, causando morte imediata por traumatismo cranioencefálico. A investigação apontou que a motivação foi vingança: o pastor possuía uma dívida no estabelecimento da então companheira do agressor e havia movido uma ação judicial por danos morais contra ela.
A magistrada destacou a gravidade da conduta, ressaltando o desprezo pela vida e pela segurança coletiva, já que o homicídio foi executado em local público com circulação de clientes e funcionários. Além do impacto na ordem pública, a sentença considerou o trauma familiar irreparável, uma vez que a vítima deixou um filho que tinha apenas 9 anos no momento do crime. Uma empresária de 58 anos, companheira do réu na ocasião, também responde pelo homicídio e aguarda o julgamento de recursos em liberdade.
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