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Plataforma online de Portugal quer restaurar respiradores em meio à crise do coronavírus

25 mar 2020
13h51
atualizado às 15h25
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Enquanto os hospitais lutam para enfrentar a escassez de respiradores para tratar pacientes com coronavírus, um grupo de voluntários de Portugal lançou uma plataforma voltada ao reparo de equipamentos médicos antigos e não utilizados, como forma de enfrentar a epidemia.

Mulher caminha pelas ruas de Lisboa, em Portugal, com máscara de proteção em meio à pandemia de coronavírus 
19/03/2020
REUTERS/Rafael Marchante
Mulher caminha pelas ruas de Lisboa, em Portugal, com máscara de proteção em meio à pandemia de coronavírus 19/03/2020 REUTERS/Rafael Marchante
Foto: Reuters

Na plataforma online Vent2Life, os hospitais portugueses podem criar contas gratuitas e reportar equipamentos defeituosos armazenados em suas instalações. A plataforma conectará então o hospital a um técnico qualificado que poderá resolver o problema.

"A plataforma está pronta para conectar hospitais e centros de saúde com técnicos e engenheiros para consertar respiradores", escreveu no Twitter o autor da iniciativa, João Nascimento, cientista português que estuda na Universidade de Harvard.

A plataforma, que levou 10 dias para ser montada por uma equipe de desenvolvedores e designers de software, espera ajudar a reparar pelo menos 200 respiradores danificados ou inativos atualmente armazenados em hospitais portugueses espalhados por todo o país.

Por enquanto, a plataforma só pode ser usada por hospitais portugueses, mas Nascimento disse à Reuters que em breve estará disponível em outros países também.

A pandemia, que matou mais de 17 mil pessoas em todo o mundo, está colocando os sistemas de saúde globais em uma posição delicada e há uma escassez de respiradores necessários para tratar pacientes com coronavírus.

Embora Portugal, que declarou estado de emergência na última quarta-feira, tenha registrado 2.362 casos de coronavírus e 33 mortes, muito menos que Itália e Espanha, o sistema de saúde do país está sob crescente pressão.

Em entrevista à emissora TVI, na segunda-feira, o primeiro-ministro, Antonio Costa, disse que os hospitais públicos do país têm 1.142 respiradores e os hospitais privados, outros 250.

Para enfrentar a crise, o governo já comprou 500 respiradores da China. Empresas privadas, como a maior companhia do setor elétrico do país, a EDP, também estão doando equipamentos.

Nascimento disse esperar que os respiradores quebrados possam funcionar antes de 14 de abril, quando a pandemia de coronavírus deve atingir o pico em Portugal, segundo a ministra da Saúde, Marta Temido.

A plataforma foi apoiada por várias empresas e universidades, incluindo escolas de medicina portuguesas.

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