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EUA não precisaram atirar para entrar em Caracas, apenas de uma arma invisível e "ajuda" inesperada da Rússia

Ataque a Caracas leva a conclusão incômoda e cada vez mais óbvia: guerra moderna é decidida antes do primeiro tiro ser disparado

20 jan 2026 - 17h10
(atualizado em 20/1/2026 às 17h16)
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Foto: Xataka

O número de baixas venezuelanas após a invasão dos EUA a Caracas e a subsequente captura de Nicolás Maduro varia conforme os dias e as fontes, mas parece claro que chega a pelo menos dez (há quem fale em até 100). Em todo caso, agora veio à tona mais uma informação que amplia a missão.

Na realidade, a principal arma de Washington não disparou um único tiro.

O ataque que não foi ouvido

A operação dos EUA em Caracas não foi definida por explosões ou colunas de fumaça, mas pelo silêncio repentino de radares, rádios e centros de comando, uma demonstração de força na qual mais de 150 aeronaves atuaram de forma coordenada para entrar, atacar e sair sem praticamente nenhuma resistência visível.

Na verdade, como explica o Wall Street Journal, a chave não era destruir o inimigo, mas deixá-lo cego e desorientado desde o primeiro minuto, incapaz de entender o que estava acontecendo ou de reagir de forma coerente enquanto as forças especiais capturavam Maduro no coração do poder venezuelano.

Arma invisível

No centro desse apagão estava o EA-18G Growler, uma aeronave que não ataca pessoas ou posições físicas, mas o sistema nervoso do adversário, especializada em localizar, interferir e neutralizar radares e comunicações até transformar uma rede defensiva aparentemente sólida em uma coleção de sensores silenciosos e telas inúteis.

Enquanto caças e bombardeiros furtivos serviam como dissuasão e ataque pontual, o Growler garantia que as defesas venezuelanas jamais o vissem claramente, demonstrando ...

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