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Os hackers de Israel que estão por trás do ataque ao WhatsApp

O que é o NSO Group e o que eles já fizeram...

15 mai 2019
17h23
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No começo da semana, o WhatsApp revelou uma brecha que permite um ataque hacker sobre os usuários. A vulnerabilidade deixava que terceiros infectassem smartphones com spyware — um tipo de espião para acompanhar mensagens trocadas e capturar informações e senhas. Segundo o Financial Times, quem está por trás deste spyware é a empresa NSO Group, de Israel.

Foto: TecMundo

A ONG Anistia Internacional já denunciou ter sido alvo de programas de espionagem pelos hackers de Israel

A BBC relembrou que esse grupo de hackers israelenses já foram alvos de outras manchetes. Por exemplo, há um advogado de Londres, vítima do spyware, está processando a NSO. Além dele, a ONG Anistia Internacional já denunciou ter sido alvo de programas de espionagem pelos hackers de Israel que fazem parte da empresa. Já em 2016, o grupo foi acusado de desenvolver um software que instalava spyware em iPhones para roubar fotos, mensagens, emails, geolocalização e captação direta de câmeras e microfone. Em 2017, jornalistas e ativistas mexicanos também relataram infecções em smartphones por meio de um spyware do grupo.

Fundado em 2010, o israelense NSO Group foi comprado pela empresa de capital de risco norte-americana Francisco Partners em 2014. Segundo a própria companhia, seu trabalho é o de desenvolver ferramentas para o combate ao crime, cibercrime e terrorismo. Porém, a BBC afirma que pesquisadores da área concluem que a NSO, na verdade, é uma revendedora de armas cibernéticas, como malwares, trojans, spywares e ransomwares.

Outra ferramenta, supostamente também desenvolvida pelo grupo de Israel, se chama Pegasus. Voltado para espionagem, o programa teria sido uma das principais ferramentas para acompanhar os passos do jornalista saudita Jamal Khashoggi, morto no consulado saudita em Istambul, na Turquia, no final de 2018.

Relembre: um processo contra o NSO Group indica que o spyware Pegasus é um dos instrumentos de vigilância utilizados pelo governo da Arábia Saudita. O processo citado foi realizado por Omar Abdulaziz, um ativista saudita que mora em Montreal (Canadá) que foi infectado pelo spyware Pegasus. Omar deixa claro que foi atacado enquanto se comunicava com Jama Khashoggi. Omar afirmou que a comunicação acontecia via WhatsApp e, mesmo assim, o governo da Arábia Saudita pode acompanhar as mensagens via Pegasus. "A NSO deve ser responsabilizada para proteger as vidas de dissidentes políticos, jornalistas e ativistas dos direitos humanos", comentou um dos advogados de Omar, afirmando que a empresa ainda quebrou uma lei internacional ao reconhecer que seu produto foi usado para infringir direitos humanos.

Após o caso do WhatsApp, o NSO Group comentou em comunicado que é "uma empresa de tecnologia registrada e autorizada por agências do governo com o único objetivo de combater o crime e o terrorismo. A empresa não opera os sistemas que fornece e, após um rigoroso processo de seleção, são as agências de inteligência e de polícia que determinam como usam a tecnologia para apoiar suas missões de segurança pública".

  • O WhatsApp já soltou uma correção impedindo que seu smartphone seja infectado. Acompanhe a nossa matéria para entender como se proteger e atualizar seu aparelho
TecMundo
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