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Novos modelos de iPhone terão tela infinita e entrada para dois chips

Segundo fontes, empresa está desenvolvendo três modelos diferentes de smartphones; anúncio deve acontecer em setembro, como tradicionalmente acontece

27 ago 2018
19h22
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Como acontece todos os anos desde 2007, a Apple prepara para as próximas semanas o lançamento de novos modelos de iPhone - tradicionalmente, a empresa apresenta inovações para sua linha de smartphones na primeira quinzena de setembro. Para 2018, disseram fontes próximas à Apple à agência Bloomberg, a empresa vai lançar três aparelhos com tela infinita, consagrando o design que trouxe ao mundo no ano passado com o iPhone X.

Além disso, a empresa está de olho na demanda de mercados emergentes: segundo o analista, em entrevista à agência de notícias Bloomberg, dois dos modelos terão entrada para dois chips SIM - ótimo para quem tem um telefone pessoal e outro da empresa, por exemplo. Para quem anseia por grandes inovações, porém, é melhor esperar o ano que vem: segundo o analista Gene Munster, da Loup Ventures, a Apple deve trazer poucas mudanças significativas ao iPhone em 2018, tentando aproveitar a boa onda do mercado.

Vale lembrar: no início deste mês, a empresa bateu a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado - e o principal culpado por isso foi o iPhone X. Lançado no ano passado e vendido a US$ 1 mil nos EUA, o aparelho mostrou com a empresa vender menos iPhones e faturar mais, mesmo em um momento que o mercado de smartphones global desacelera seu crescimento.

Variações. Dos três aparelhos, o que mais chama atenção é o modelo mais caro, nomeado internamente como D33. Ele terá tela de OLED de 6,5 polegadas - a maior já existente num iPhone -, quase sem bordas, como no iPhone X. Terá um corpo de aço inox e traseira de vidro, além de duas câmeras na parte de trás do aparelho. No software, sua principal alteração será a possibilidade de visualizar dois aplicativos ao mesmo tempo - uma funcionalidade que quem usa Android já tem há alguns anos. Com uma tela maior, defende Munster, a empresa pode se aventurar a cobrar preços ainda maiores que os do iPhone X.

O dispositivo também terá uma versão menor, chamada internamente de D32, com tela de 5,8 polegadas. Em mercados selecionados, disseram fontes à Bloomberg, os dois aparelhos terão entrada para dois chips de telefonia móvel.

No entanto, o lançamento mais significativo da Apple deve ser a versão mais barata de iPhone deste ano, até o momento nomeada como N84. Segundo as fontes, ela terá tela de LCD de 6,1 polegadas e seu corpo será feito em alumínio, para baratear a produção. Haverá versões em várias cores e a meta é atingir mercados emergentes ou usuários que não costumam conseguir pagar pelos aparelhos da empresa.

A tática não é nova: em 2013, a Apple lançou o iPhone 5C, com diversas cores e a meta de atingir mercados como China e Brasil, mas o celular não trouxe resultados significativos para a empresa - nesses países, os usuários preferiram comprar aparelhos mais caros da Apple ou ainda migraram para outras marcas, com configurações mais robustas pelo mesmo preço do iPhone 5C.

Todos os três iPhones, porém, terão algumas das características do iPhone X - é o caso do sistema de reconhecimento de gestos, implementado para substituir o botão Home. Além disso, haverá o Face ID, no qual os usuários poderão desbloquear o celular apenas ao olhar parra eles. Ainda há indefinição, porém, sobre como a empresa pretende nomear os três aparelhos.

Segundo as fontes da Bloomberg, a empresa pretende ainda usar o evento de setembro para anunciar novas versões do relógio inteligente Apple Watch, dos fones de ouvido conectados AirPods e um carregador sem fio para os iPhones, bem como novas versões para a linha de tablets iPad Pro.

Estadão
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