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McAfee afirma que treinou hackers e espionou governo de Belize

McAfee liga Belize ao Hezbollah e afirma que contratou espiões

7 jan 2013 15h10
| atualizado às 15h15
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Em aparente segurança depois de fugir durante semanas de Belize, o pioneiro do antivírus John McAfee acusou o governo do país caribenho de manter estreitas ligações com o grupo xiita libanês Hezbollah. Em um post em seu blog, o milionário americano disse que, em busca de vingança por ter sua casa invadida pela polícia em abril do ano passado, contratou espiões, distribuiu computadores manipulados e descobriu segredos inconfessáveis que comprovariam a corrupção entre as autoridades de Belize.

John McAfee afirma que contratou espiões e denuncia ligação de Belize com o Hezbollah
John McAfee afirma que contratou espiões e denuncia ligação de Belize com o Hezbollah
Foto: Reuters

Infográfico: Armado e disfarçado: saiba como John McAfee fugiu da polícia

McAfee disse que comprou 75 notebooks, instalou neles softwares de monitoramento e os deu de presente a funcionários do governo, oficiais de polícia e outras pessoas poderosas de Belize. O programador escreveu ainda que contratou 23 mulheres e seis homens como "agentes" e os treinou para que pudessem instalar programas em computadores alheios e hackear telefones. Algumas dessas mulheres teriam sido usadas como "mestres da sedução" para conquistar homens poderosos e obter informações sigilosas sobre o governo.

Através desse processo, McAfee - que agora vive nos Estados Unidos - garante que descobriu um "incontável" número de relacionamentos extraconjugais; que o primeiro-ministro ordenou pessoalmente o assassinato de um líder de gangues belizenho chamado Arthur Young e encontrou uma ligação entre o país e a organização islâmica Hezbollah.

Entenda o caso
John McAfee é o principal suspeito do assassinato do expatriado americano Gregory Faull, seu vizinho em San Pedro, Belize, país da costa nordeste da América Central, ao lado do México e da Guatemala. Faull foi encontrado morto com um tiro na cabeça na noite do dia 10 de novembro em sua casa. A polícia procurou McAfee no domingo (11) para interrogatório, mas ele se enterrou em um buraco na areia da praia, de onde observou a movimentação policial por 18 horas, e escapou dos agentes.

Para continuar fugindo da polícia, McAfee também pintou o cabelo. No dia 4 de dezembro, ele chegou à Guatemala, onde pede asilo político. Ele cruzou a fronteira entre os dois países ilegalmente acompanhado da sua noiva. De acordo com o jornal El País, o milionário andava armado como um mercenário em Belize. Desde que iniciou sua fuga, McAfee acusou ex-funcionários de planejarem incriminá-lo e matá-lo e, em uma entrevista, negou ser paranoico.

Segundo McAfee, que vem relatando sua fuga em um blog, ele está 'na mira' das autoridades desde que se negou a fazer uma contribuição a um político local. Em abril deste ano, ele teve sua casa em Belize invadida por policiais, que encontraram um laboratório de química, US$ 20 mil e um estoque de armas de fogo. McAfee chegou a oferecer US$ 25 mil como recompensa para quem provar sua inocência. Em 2010, McAfee vendeu para a Intel a empresa que criou em 1980. Desde então, não tem mais participação na companhia, que ainda leva seu nome.

Fonte: Terra
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