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SC: Revolta da Antena vai fornecer internet a manifestantes

Grupo instalou bateria e roteadores em capacetes para ampliar a rede de internet sem fio durante os protestos de quinta-feira em Florianópolis

19 jun 2013
14h45
atualizado às 14h50
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Inspirados na "Revolta do Vinagre" paulista, um grupo de jovens de Florianópolis criou um projeto para oferecer conexão de internet rápida aos manifestantes que participarem dos protestos na cidade na quinta-feira: a Revolta da Antena. Com cinco roteadores ligados a baterias e instalados em capacetes, o grupo quertransmitir o sinal de internet durante todo o percurso da manifestação, permitindo que os ativistas postem em tempo real informações sobre o ato nas redes sociais.

Capacetes equipados com roteadores e baterias levarão sinal de internet para manifestantes
Capacetes equipados com roteadores e baterias levarão sinal de internet para manifestantes
Foto: Divulgação

"A gente viu no Rio de Janeiro que muitos manifestantes tiveram suas câmeras confiscadas durante o protesto. A nossa missão em criar essa rede é oferecer conexão para que elas possam fazer transmissão ao vivo", afirmou um dos organizadores do projeto, o programador Paulo de Souza Geyer, 28 anos.

Campanha pede que moradores liberem o acesso a suas redes de internet sem fio
Campanha pede que moradores liberem o acesso a suas redes de internet sem fio
Foto: Divulgação

Para que a Revolta da Antena dê certo, é necessário que os moradores e donos de estabelecimentos comerciais da capital catarinense deixem suas redes Wi-Fi abertas, sem senha. Assim, a rede criada pelo grupo pega esse sinal e transmite entre os roteadores, ampliando o alcance da rede. "Quando um roteador tem internet, todos têm. Eles passam o sinal de um para outro. A gente vai fazer uma malha de rede sem fio", explica o programador.

O projeto, criado junto com os estudantes da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) João Lázaro e Ramiro Polla, surgiu a partir de uma ideia antiga de Geyer, de usar o conceito de Redes Mesh - de transmissão de sinal de internet por uma malha sem fio - para conectar a cidade. "Eu já tinha um projeto de fazer uma rede para conectar a cidade inteira. Daí veio a ideia de fazer a rede durante o protesto", afirma. 

O programador reforça sobre a necessidade do maior número de pessoas abrirem suas redes durante o horário do protesto. "A manifestação não tem rota definida. Por isso, quanto mais gente deixar a rede aberta, melhor", afirmou. 

O grupo faz campanha pelas redes sociais e panfletagem no centro da cidade para divulgar a iniciativa. Durante o protesto, os manifestantes poderão se conectar à internet pela rede criada por eles, chamada "wifinópolis".

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Fonte: Terra
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