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Turbinada pela alta do e-commerce, Olist recebe aporte de R$ 310 milhões

Rodada foi liderada pelo grupo japonês Softbank, que já havia participado de aporte na startup em 2019

19 nov 2020
10h31
atualizado às 18h48
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Especializada em e-commerce, a startup curitibana Olist anunciou nesta quinta-feira, 19, que recebeu um aporte de R$ 310 milhões. O cheque foi liderado pelo grupo japonês SoftBank, que já havia participado de uma rodada de R$ 190 milhões na empresa em 2019. Segundo Tiago Dalvi, presidente executivo da startup, a busca por um novo investimento foi causada pela aceleração do comércio eletrônico durante o período da pandemia do novo coronavírus. "A quarentena nos fez avançar a estratégia em um ano e meio e por isso precisamos nos capitalizar", afirmou o executivo, em entrevista ao Estadão.

Fundada em 2015 por Dalvi, a Olist é conhecida por ajudar lojas físicas a terem uma presença online, colocando seus produtos à venda em sites como MercadoLivre, Amazon e Submarino pelo sistema de marketplace. Além disso, a empresa também lançou um pouco antes da quarentena um novo serviço, o Olist Shops, que permite a qualquer vendedor criar sua própria loja online de forma fácil. Uma terceira vertical da empresa, o Olist Envios, garante que a logística por trás das vendas funcione. Somados, os três serviços têm hoje 90 mil clientes - o triplo do que a startup possuía em junho deste ano.

"Estamos crescendo em três dígitos porcentuais e nossa meta é manter esse ritmo pelos próximos três anos", afirma Dalvi, que atende clientes em 165 países diferentes - a maior parte dos clientes internacionais utiliza apenas a solução do Shops, voltada a comerciantes que ainda estão aprendendo a navegar o mundo digital. Além do SoftBank, participaram da rodada fundos como o Península, de Abilio Diniz, Valor Capital Group, VELT Partners e FJ Labs, além do investidor americano Kevin Efrusy, conhecido por ter participado do fundo Accel Partners e ter feito cheques em empresas como Gympass, Kovi e Remessa Online.

Junto ao aporte, a Olist também revelou a compra da Clickspace, uma startup especializada em soluções de marketplaces e comércio via canais sociais. O valor da operação, porém, não foi revelado. "Estamos bastante interessados em fusões e aquisições, em temas como e-commerce, serviços financeiros e logística. Há muitas oportunidades para crescer", afirma Dalvi. Segundo ele, mais uma aquisição deve ser anunciada pela Olist até o final de 2020.

Além de ir às compras, a Olist também deve aproveitar os recursos do aporte para expandir seu time: hoje, a empresa tem 480 funcionários. Até o final do ano que vem, deve contratar entre 200 e 250 pessoas, com bastante foco em tecnologia. "Hoje, o time de tecnologia é 40% da Olist, mas a meta é que seja a maioria muito em breve", afirma o empreendedor, formado em Administração pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Ele empreende desde os 19 anos de idade, quando criou uma loja em um shopping.

A Olist não é a única empresa de e-commerce a receber um investimento recente do SoftBank: em outubro, a Vtex, que atende grandes empresas, levantou um cheque com a participação do grupo japonês e se tornou um unicórnio, com avaliação de mercado de US$ 1,7 bilhão. A Olist não revela seu valor atual após o aporte. Para Dalvi, há mais sinergia entre as duas empresas do que competição. "Somos parceiros há muito tempo e estamos fechando um projeto de integração entre nossas plataformas, assim como somos parceiros de outras investidas do Softbank, como MadeiraMadeira e Loggi", explica. "Há uma sinergia muito grande, os grupos de WhatsApp esse ano não pararam. A galera está muito aberta a se ajudar."

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Estadão
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