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Startups brasileiras já receberam US$ 2,49 bi em aportes em 2020

O levantamento da Distrito mostra que a cifra, registrada de janeiro a outubro, já representa crescimento em relação à 2019; investimentos estrangeiros potencializaram o mercado

3 nov 2020
17h38
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As startups brasileiras podem estar mesmo seguindo em direção ao seu melhor ano na história. Um levantamento da Distrito divulgado nesta terça-feira, 3, indicou que as empresas receberam cerca de US$ 2,49 bilhões em investimentos no ano de 2020. Segundo o estudo, o montante já representa um crescimento de 3% em relação ao mesmo período de 2019 - isto é, entre janeiro e outubro do ano passado.

Ao todo, 338 rodadas de investimento colocaram as startups brasileiras em condições de superar as marcas do ano anterior, registradas entre os meses de janeiro e outubro. Somente no mês de outubro, os aportes somaram US$ 221 milhões, montante 258% maior do que o registrado no mesmo mês em 2019. E o mercado dessas empresas, apesar do crescimento constante mensal, contou com uma ajuda em 2020: os fundos estrangeiros.

De acordo com o levantamento, investimentos de cifras altas feitos por instituições de fora do Brasil, como o Softbank, por exemplo, ajudaram a alavancar os valores em relação ao ano anterior. Aqui no Brasil, o grupo japonês tem em seu portfólio empresas como Gympass, QuintoAndar, Loggi, VTEX e Olist.

"O mercado de venture capital no Brasil segue extremamente aquecido. No início da pandemia, sentimos que os investidores ficaram um pouco mais cautelosos, mas logo em junho os aportes começaram a ser retomados com uma velocidade crescente", pontua Gustavo Gierun, cofundador do Distrito. "Nestes dez meses, já superamos o acumulado durante o mesmo período de 2019 e nossa expectativa é que este cenário se mantenha pelos próximos meses. Ao que tudo indica, há grandes chances de termos o melhor ano da história para o universo das startups brasileiras", completa.

Esse crescimento ajudou startups de várias áreas a se estabelecerem no mercado. Das 338 rodadas, 292 foram voltadas para empresas em estágio inicial, as early stages, com investimento-anjo, pré-seed e seed. A maior quantidade de dinheiro, porém, foi depositada em grandes negócios do mercado de startups: 92% do capital registrado foram para empresas já em estágio avançado, em rodadas Serie A, por exemplo.

Para as startups, 2020 também tem sido, até o momento, de expansão de negócios. O levantamento mostrou que foram 118 fusões e aquisições, marca que indica o maior número de movimentos do tipo em um ano, com adtechs e fintechs liderando o ranking de negociações.

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Estadão
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