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Rappi lança "shopping" online com entrega em até 1 hora

Nova área do app da colombiana, chamada de Rappi Mall, já tem 50 parcerias com varejistas como Fast Shop, L'Occitane, Decathlon e Adidas

13 mar 2020
02h00
atualizado às 08h31
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A startup colombiana Rappi vai inaugurar uma nova frente de negócios no Brasil nesta semana. A partir da próxima atualização, o aplicativo da empresa vai oferecer aos usuários o Rappi Mall, um serviço que promete colocar um "shopping center" na palma da mão do consumidor, com entregas feitas em até uma hora. Segundo a empresa, que revelou a novidade com exclusividade ao Estado, a vertical já nasce com mais de 50 parceiros, incluindo marcas como Fast Shop (eletrônicos), Decathlon (materiais esportivos), Saraiva (livros) e L'Occitane (beleza).

30/08/2019. REUTERS/Henry Romero
30/08/2019. REUTERS/Henry Romero
Foto: Reuters

"O que estamos tentando fazer é uma revolução no comércio eletrônico. Muitas marcas oferecem entregas em até 24 horas, mas nós queremos fazer tudo em uma hora", diz Eduardo Sodero, diretor da Rappi no Brasil. Inicialmente, o serviço vai começar a funcionar apenas em São Paulo, mas a meta da empresa é que ele esteja presente em breve em todas as 60 cidades do País em que a startup atua. Para ficar de pé, a operação vai se sustentar em dois pilares: os entregadores parceiros da colombiana e as lojas físicas das empresas que se associaram à iniciativa.

"Assim que o usuário fechar o pedido no aplicativo, mandamos uma mensagem para a loja preparar o pacote e o entregador já se dirigir ao local", explica o executivo. O modelo de negócios também será parecido com o que já é praticado pela Rappi com restaurantes parceiros: a startup colombiana cobra uma comissão sobre a venda dos produtos. Sodero não revelou qual será o porcentual praticado pela Rappi no Mall - com o negócio de entrega de refeições, esse valor costuma girar em torno de 25% do pedido do usuário.

Foco será nos produtos, não nas lojas

O sistema de organização do aplicativo, porém, vai ser diferente no Rappi Mall. Com restaurantes e supermercados, o foco está nos estabelecimentos e depois nos pratos. Já no "shopping center", os produtos estarão no centro da experiência. "Primeiro, o usuário busca por um celular ou uma roupa, depois ele vai conferir as lojas", afirma Sodero. De acordo com o executivo, a expectativa é de que o número de parcerias da plataforma cresça de forma exponencial - a previsão da Rappi é de ter 1 mil parceiros até o final do ano.

A empresa afirma ainda que está treinando os estabelecimentos parceiros para conseguir que os produtos sejam despachados de forma rápida. Segundo Sodero, há algumas lojas que já deixam tablets com o app do Rappi aberto, disponível aos vendedores. "Eles ficam numa fila, para atender tanto a quem entra na loja como os pedidos que chegam no tablet, e podem inclusive fazer sugestões pelo app. Se o consumidor busca uma bermuda, o vendedor pode sugerir uma camiseta que combina", afirma.

Na visão do executivo, o Rappi Mall pode abrir "avenidas" para vários setores no comércio eletrônico. "Muitas pesquisas mostram que alguns consumidores deixam de comprar online por conta do tempo e do custo da entrega", diz ele. Se o tempo será resolvido com ajuda dos 200 mil entregadores da companhia no País, o custo deixa de ser um entrave para os assinantes do Rappi Prime, serviço de vantagens da startup que, por R$ 19,90 ao mês, isenta do pagamento de taxas de entrega.

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Estadão
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